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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Revolta do Mbuta em São Salvador (15)

Publicado por Muana Damba activado 28 Septiembre 2012, 03:50am

Etiquetas: #História do Reino do Kongo

 

 


…” Na marcha a coluna de S. Salvador para Noqui, pois que em face da nova situação o Exº Governador resolveu que toda a coluna marchasse até este último ponto, foram atacados e destruídos os povos de Solo e Quimuana em 12 de abril, depois de parlamentar algum tempo, no fim do qual o gentio declarou que não se apresentava; travou-se combate na margem do rio Lunda, quando se tentava reconstruir a antiga ponte pênsil, cujo tabuleiro o inimigo destruíra, em 13 e ainda no dia imediato a fim de atravessar um rio em um ponto diverso, 880 metros a montante daquele em que se fazia uma demonstração, no dia 14; a marcha do dia 15 fez-se sem incidentes, tendo contornado a mata de Cuimba, atravessado o rio Lujamba (?) e a mata de Diadia, acampando no morro de Quiando; em 16 travou-se um combate no
Luso e efectuou-se passagem deste rio, indo a coluna acampar junto do antigo povo do Congo Diantino, no alto deste nome; no dia 17 a coluna atingiu o rio M’Pozo, assaltou o povo de Dinga que reduziu a cinzas depois de um combate em que o gentio opôs grande resistência, atravessou aquele rio e foi acampar na margem do rio Lufunde; no dia 18 deu-se o combate da mata da Lembe, em que o gentio perfeitamente ocultado, esperou que toda a coluna se tivesse internado na mata, para atacar simultaneamente em toda a sua extensão, mas mais especialmente sobre o trem de comboio que marchava em seguida à guarda avançada, com a peça, na testa do grosso da coluna e ainda na resta do pelotão que constituía a guarda da retaguarda ; na marcha de 19 foram notados bastantes vestígios de passagem do gentio em direcção às matas mais embrenhadas e às passagens mais difíceis do caminho habitual, tendo-se evitado o combate em atis condições de inferioridade em razão da falta de munições e da necessidade de não demorar a marcha, por absoluta carência de víveres, o que não impediu todavia que se desse combate no rio Quincuno, (?), depois de que a marcha continuou, indo
a coluna acampar na margem esquerda de Quenguele; no dia 20, transposta a mata de Caso, recebeu o Exº Governador a informação de que o gentio de Vequi (?) queria apresentar-se, razão pela qual a coluna fez alto; dando-se a apresentado três sobas com os seus séquitos, recomeçando a marcha às 13,30, chegando ao campo de segregação de Minguengue às 18,30.

 

Mbuta joch
Em todas as acções travadas nesta difícil marcha, salienta o comandante da coluna a intrepidez do sargento Virgílio e o magnifico serviço do tenente António de Matos que comandou a guarda avançada em toda a marcha desde S. Salvadora Noqui.

Nesta série de combates tivemos as seguintes baixas por ferimentos:

20ª Companhia, soldado 177, Manuel Landa, e 2ª Comp. Soldado 72/728 N´dala, em 13 de abril, na passagem da Lunda, 2ª Comp. 1º Cabo 125/402,Pena, em 16 abril, no ataque ao povo do Luso; 1ª Comp., 2º sargento 23/466, Casimiro António Pais Dias, no dia 18, no combate da mata do Lembe. Além destes foram feridos dois auxiliares de S. Salvador, e algumas baixas houve de carregadores.

Foram consumidas 8 lanternetas, 8 granadas com balas.

Chegada a coluna a Noqui no dia 20, informado o Exº Governador do estado da rebelião na área de Noqui, partiu em 22, com uma força de 63 praças, sob o comando do tenente Ribeiro de Almeida, embarcando na canhoneira Save a fim de fazer várias “ poussés”, partindo dos portos do litoral do Zaire e mais rapidamente castigar os rebeldes. Assim em 22 foram queimados dois povos no interior de N’CHOBO e em 23 outros dois no interior da pedra de Feitiço, posto que o gentio atacara e destruíra, aproveitando-se da circunstância de estar desguarnecido, encontrando-se ali apenas um velho indígena, guarda da alfândega, que mal teve tempo de fugir; nesse dia 23 foi encontrado pela Save o palhabote em que a 18ª companhia andava de conserva…. No dia 25 a força do tenente Ribeiro de Almeida e o Exº
Governador regressavam a Noqui e, pouco depois, chegava ali o Ex Encarregado do Governo Geral da Província. N’esse dia se apresentou em Noqui o chefe de estado maior das forças em operações, nomeado pelo Ministério das Colónias a requisição do Exº Governador Geral da Província….

Continua

                                                                                                                AHML

 

 

                                                                               Pesquisado por ARTUR MÉNDES

 

 


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