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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Revolta de Mbuta em São Salvador (7)

Publicado por Muana Damba activado 3 Septiembre 2012, 12:32pm

Etiquetas: #História do Reino do Kongo

 

 



…” Em colunas acompanhadas de comboios de carregadores a “mise en marche” é sempre extramente difícil; nos primeiros dias de marcha as dificuldades, se os casos a resolver, as complicações, são inúmeras; por isso, e porque toda a marcha daquele dia se efectuaria em território absolutamente sossegado, resolveu o Governador, que a partida do comboio, escoltado por uma secção, procedesse a da coluna propriamente dita, de forma que o pessoal desta pudesse impedir que à retaguarda ficasse qualquer carregador. O grosso da coluna pôs-se em marcha às 15,30 chegando a Kinga, povo onde deveria acampar, pelas 17 horas, pouco depois de ali chegar o comboio e a respectiva escolta, com a qual tinha marchado o Governador.

 

No dia imediato começou a marcha de guerra, sendo o dispositivo adaptado o que consta da ordem de marcha que constituio o documento nº (?). O Governador resolvera que o grande alto fosse dado no Lué, que a coluna ainda não atingira quando às 14,30 foi encontrada a força do comando do capitão Cardoso em M’ Bumi.

Ali teve, em vista d’isto, lugar a grande alto e, durante ele o capitão Cardoso pôs o Governador do distrito ao corrente da situação e das circunstâncias que o tinham levado e a mais oficiais sob suas ordens a romper o combate e ordenar a retirada. Como no trajecto feito n’esse dia o Governador tivesse notado que em Caso havia um local que reunia magnificas condições para um acampamento, para ali marchou a coluna, agora constituída por toda a 20ª companhia e sob o comando do capitão Cardoso, oficial mais graduado e antigo. Chegado ao acampamento de Caso, às 18 horas, reuniu imediatamente o conselho de oficiais sendo exposta a situação que se apresentava n’estes termos: O objectivo primário a realizar consistia em socorrer S. Salvador o mais rapidamente possível, dado que o sucedera com a força mandada pelo capitão Cardoso, e não dispondo de mais meios que esta, a marcha pelo M’pozo era muito aleatória.


O conselho de oficiais, por unanimidade assentou no seguinte parecer: Conseguir, o mais rapidamente possível, uma peça 7 BKM, reabastecer a coluna, obter autorização para efectuar marcha até Songololo, como caminho mais curto e rápido, pedir que imediatamente fosse declarada a suspensão de garantias; finalmente, que uma vez chegada a coluna a S. Salvador, o seu primeiro objectivo seria atacar e bater Quimbubuge e, em seguida bater o Luso.

O Governador concordou com o parecer do conselho de oficiais e imediatamente telegrafou para S. António para que d’ali lhe fosse enviada uma peça e o maior número de carregadores que fosse possível obter; o chefe de serviços administrativos seguiu prontamente para Noqui, a fim de tratar do reabastecimento da coluna, que permanecia acampada no Caso, ligada telegraficamente com Noqui. Ao Ex Governador Geral foi enviado um telegrama expondo a situação, comunicando o voto do conselho de oficiais e pedindo autorização para solicitar directamente ao Governo do Congo Belga a indispensável licença para atravessar aquele território, caso o mesmo Exº Governador Geral concordasse com a deliberação tomada.

Demorava-se a resposta do Governador Geral e por isso o Governador pediu novo telegrama em que comunicava que se até ao dia 14 não recebesse resposta se poria em marcha pelo caminho de M’Pozo-Luso, em 15; a despeito de tudo. Em 13 chegou a resposta em que era autorizada a marcha por Songololo e em que era julgado desnecessário o estado de sitio por se tratar de indígenas rebeldes e portanto fora da lei, não sendo, por outro lado, conveniente suspender as garantias em relação aos europeus.

Em 14 marchou a coluna para MInguengue…

Continua...

                                                                                                    AHM-LISBOA

 

                                                                                       Em colaboração com Artur Méndes

 


 

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