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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Revolta de Mbuta em São Salvador (12)

Publicado por Muana Damba activado 21 Septiembre 2012, 02:58am

Etiquetas: #História do Reino do Kongo

 

 

MBUTA – 12

… “ O destacamento contínuo a sua marcha para Cunga, que foi rapidamente destruída e d’essa importante povoação dirigiu-se para o Sul, queimando na sua marcha mais três povos, travessou o rio Cose (?), queimou o povo de Lombe e foi até Pembeje, um dos focos da revolta, e aí, depois de um curto combate com o inimigo tomou o povo, que destruiu, regressando à fortaleza às 18,30.

No dia 29 de fevereiro o comandante da coluna, capitão Cardoso, informou S. Exª Governador de que havia apenas 8 dias de víveres para toda a coluna e que era necessário remuniciar as forças. Foram dados três dias de descanso e organizou-se entretanto um comboio com 170 carregadores – todos os que havia – escoltados por 61 praças indígenas, 1 corneteiro, com dois sargentos, sob o comando dos tenentes Teixeira e Costa Alves, que partiu em 4, da tarde, indo acampar em Pendaina. Aos oficiais tinha sido recomendado que, encontrando-se o Ex Governador em negociações para apresentação dos rebeldes da Tunda e Lungueje, deveriam usar da máxima prudência durante a marcha.

No dia 5 o comboio recomeçou a sua marcha para a fronteira, seguindo o caminho habitual, atravessando todas as matas sem o mínimo incidente até Kienga, onde acampou. No trajecto, mesmo junto do caminho, foram vistas umas mulheres n’uma lavra e a estas foram comprados mantimentos para indígenas. Tudo parecia indicar que o gentio se dispunha a mudar de atitude. Grande foi, pois a surpresa de todos, quando, depois de algumas horas de marcha em 6, achando-se a força e o comboio quase completamente internado na mata, rompeu repentinamente o fogo por todos os lados. Este combate começou cerca das 12 e terminou às 14,30 tendo sido feridos muito gravemente o soldado nº 1 da 3ª companhia e um carregador zombo dos que tinham acompanhado, de Maquela para S. Salvador, a força do alferes Gama.


jjocm
Repelido o inimigo continuou a marcha para o Luve, onde se acampou sem mais incidentes.

Por informações posteriormente colhidas veio a saber-se que os rebeldes tiveram cinco morto n’esse combate.

Foi muito grande a demora do comboio no acampamento do Luve, por causa da necessidade de transportar munições através do Congo Belga; a indispensável licença foi, como sempre, pronta e gentilmente concedida, mas, d’sta vez, houve uma certa demora na sua comunicação às autoridades locais. Daí ressoltou que o pessoal do comboio e a respectiva escolta se viram obrigados viver de víveres que deveriam conduzir a S. Salvador.

No acampamento do Luvo apresentaram-se o capitão Martinho José de Sousa Monteiro e os tenentes António de Almeida Borges e António de Matos, todos colocados na 20ª companhia, devendo ainda o 1º destes assumir o cargo de Capitão –mor, em substituição do capitão Alfredo Baptista Cardoso que, por ordem do Ministério das Colonias, deveria seguir imediatamente para a metrópole a fim de prestar provas para a promoção ao posto imediato.

Recebidas finalmente as munições o capitão Martinho Monteiro divide o efectivo presente em 4 grupos, dando a cada oficial o comando dum deles, e pôs-se em marcha para S. Salvador no dia 14 de Março, acampando nesse dia no SOKO, em 15 em KIENGA, em 16 no LOLO e chegando a S. Salvador em 17, transportando, quanto muito, 12 dias de viagem para toda a coluna. O inimigo só fora visto no dia 15, em que atacou a coluna, sendo repelido pelo tenente Matos, que, apoiado pela força do tenente Borges, marchou sobre o povo a que esse gentio pertencia e o destruiu.

Como fosse bastante difícil a passagem do rio e mata do LOLO, tinha para ali partido em 12 uma força de 60 praças, sob o comando do tenente Filipe, faim de garantir aquela passagem.


Esta força saiu de S. Salvador com 3 dias de víveres, que se esgotaram em 14, não obstante o que ali permaneceu até 17, data da chegada do comboio a Lelo….

Continua

                                                                                                            AHM- LISBOA

 

                                                                                                Texto enviado Artur Méndes

 


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