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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Paulo Pombolo revela: "Estamos construir uma maternidade na Damba".

Publicado por Muana Damba activado 11 Julio 2011, 11:45am

Etiquetas: #Entrevistas

 

Por Alexa Sonhi

 

Paulo Pombolo elege prioridades da acção governativa para beneficiar a população

 

Fotografia: Alexa Sonhi

A província do Uíge está a receber energia eléctrica a partir de Capanda, garantiu o governador provincial, Paulo Pombolo. Actualmente, referiu, a iluminação pública na cidade já não é problema. Em termos de saúde, o hospital municipal da Damba vai ser ampliado. Os administradores municipais, disse, estão a receber 18 a 20 milhões de kwanzas para apoiar o sector da saúde.

JA – Gostaríamos que nos fizesse uma radiografia sobre o fornecimento de energia e água na província.

PP -
 Neste campo, o nível de satisfação é bom e tende a melhorar significativamente. Conseguimos trazer da província de Malange, que fica muito distante do Uíge, a energia de Capanda, que está a beneficiar muitas famílias. Actualmente, a iluminação pública na cidade do Uíge já não é um problema. Temos, quero reconhecer, o desafio de levar a energia eléctrica a todas as comunidades.

JA- Quantos bairros próximos da cidade foram já contemplados com energia vinda de Capanda?



PP-
 Aqui, no município sede do Uíge, numa primeira fase, foi contemplado apenas o bairro da Pedreira. Todas as casas têm energia. Na segunda fase, que possivelmente arranca ainda este ano, vamos tentar expandir energia eléctrica para outros bairros, mas tudo isto no âmbito do programa do Ministério da Energia e Águas.

JA- E a nível do seu governo provincial o que está a ser feito neste sentido?

PP-
 A nível do governo provincial do Uíge, enquanto aguardamos pelo arranque da segunda fase, estamos a envidar esforços no sentido de iniciarmos este processo rapidamente com recursos locais. Estamos a trabalhar para fornecer a energia eléctrica no bairro periférico do Candombe Novo. Quando concluirmos o serviço neste bairro, vamos passar para outros. Vamos avançar com esse processo até onde as nossas capacidades financeiras permitirem.

JA- Quer com isso dizer que tanto na primeira como na segunda fase, o projecto vai apenas beneficiar a cidade e os bairros circunvizinhos?

PP-
 Não. A energia vinda de Capanda já está a beneficiar as comunidades de  Maquela do Zombo, cujo município tem um grande projecto de exploração das minas de Mavoyo, que possivelmente começa nos próximos anos. Através dessa energia estamos, também, a colocar iluminação pública na via Uíge/Negage e Quitexe/Uíge.

JA- Em termos de custos quanto já foi aplicado nessa área?

PP-
 Em termos de custo, só na iluminação pública, foram já gastos cerca de 50 milhões de kwanzas. E como o trabalho continua, pensamos que o valor global vai ultrapassar essa quantia, tendo em conta que a execução de um projecto energético é muito caro.

JA- A província do Uíge ficou privada muitos anos de fornecimento de energia eléctrica?

PP-
 Encontrámos a província do Uíge quase às escuras. Porque antes, o sistema que havia sido montado era o de energia solar. Mas alguns cidadãos de má fé, que não dão importância a estes investimentos caríssimos, roubaram quase todas as placas com as suas baterias. Resultado: a cidade ficou às escuras. Por isso, investimos seriamente na substituição deste sistema solar para o sistema tradicional e pelo menos no casco urbano já está tudo iluminado.

JA- No campo da saúde, qual é a capacidade de resposta dos serviços públicos?

PP-
 Estamos a fazer um grande esforço para melhorarmos os serviços que estão a ser prestados a nível do hospital provincial, quer em termos de fármacos quer em termos de prestação de serviço. Isto porque a maior parte dos problemas de saúde que ocorrem nos municípios vêm parar ao hospital provincial, pelo simples facto do sistema de saúde nos municípios não terem ainda capacidade para atender algumas patologias complicadas. Reconhecemos, também, que este hospital provincial recebe pouca verba. São apenas cerca de dez milhões de kwanzas. Este valor não satisfaz as necessidades desta unidade hospitalar.

JA - Qual a estratégia do governo para se melhorar o sistema de saúde nos municípios?

PP-
 A nível dos municípios a nossa estratégia é reorganizar os hospitais municipais para que os casos graves que se registarem nas aldeias e comunas sejam todos transferidos e assistidos nos hospitais municipais. Isso evita que a maior parte das patologias que surgem nos 16 municípios que a província tem sejam transferidos e tratados no hospital provincial do Uíge. Assim se vai evitar o congestionamento dos doentes no hospital provincial, que não tem capacidade de resposta para tanta demanda, pelo facto de ter apenas uma capacidade de 700 camas.

JA- Para materialização deste projecto há já verbas disponíveis?

PP-
 Há um reforço do Executivo em termos de verbas e os administradores municipais estão a receber cerca de 18 a 20 milhões de kwanzas por mês só para atenderem, exclusivamente, o sector da saúde. Logo, com este valor, penso que podemos ir melhorando a situação da saúde a nível dos municípios. Através do nosso programa de investimento público, vamos construir postos médicos e centros de saúde onde não existem e já iniciámos esse projecto.

JA- Pode dizer qual o município que está já a beneficiar do programa de investimento público a nível do sector da saúde?

PP-
 Nós estamos já a construir uma maternidade no município da Damba, onde em princípio queremos colocar serviços médicos de referência, tendo em conta que ultimamente a maior parte das mulheres que sofrem problemas de fístulas, e que são oriundas de outras cidades do país, acorrem à nossa província, precisamente na Damba. A mesma terá em princípio uma capacidade para 100 camas. Estamos também a fazer trabalho no sentido de ampliarmos o hospital municipal da Damba com o objectivo de atender outras patologias.

JA- O número de médicos a nível da província é satisfatório?

PP-
 Não é satisfatório. Se formos a algumas comunas da província não vamos encontrar nenhum médico. Os enfermeiros, quer aqueles que são admitidos através de concurso público, quer aqueles que são recrutados a nível do hospital provincial, são lamentavelmente insuficientes, tendo em conta a dimensão da província, que tem 16 municípios de 38 comunas. Mas contamos com a cooperação cubana, que nos tem ajudado muito.

JA- No campo agrícola, que tipo de agricultura a população pratica?

PP -
 Hoje já se nota, de forma tímida, a prática de uma agricultura de sustentabilidade porque os populares querem ganhar rendimentos e com esses rendimentos reinvestem, para que amanhã possam gerar mais recursos, visando o sustento da própria família. E aqui já saem toneladas de produtos agrícolas, inclusive a banana que se come em Malange sai da província do Uíge. E há essa vontade da população de trabalhar no campo cada vez mais. As políticas que foram definidas pelo Executivo, recentemente, vieram dar outros incentivos aos camponeses.

JA– Uíge foi o celeiro do café. Em que pé anda essa produção?

PP-
 A produção de café tende a crescer. Os nossos produtores têm estado a fazer um grande esforço, apesar de alguns constrangimentos, como o problema das vias, que não são boas para escoar o produto, assim como o descasque, para se transformar o café mabuba  em café comercial.

JA- Em termos de habitação social, como se encontra a província?

PP-
 Quanto à habitação social, temos o programa Angola Jovem. A nível da província já  foram construídas  algumas casas mas com deficiência. Estamos a discutir com o empreiteiro no sentido de se melhorar a qualidade das casas, tendo em conta que ainda serão construídas outras casas dentro do referido programa.

 

 

 

                                                                                                          J.A

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