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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Os Bambata ou Bazombo, são bakongo.

Publicado por Muana Damba activado 10 Agosto 2012, 07:14am

Etiquetas: #História do Reino do Kongo

 

 

 

Por Patrício Batsikama


 

Batsikama

 

  Saúdo-vos na esperança de que este o meu post sirva para alguma coisa. Permite-me informar-vos que existe três confusões, ao afirmar que os Zombo não faziam parte do reino do Kôngo e que o reino só existia na sede. Vou tentar ajudar dentro das minhas possibilidades. Vou me basear nas três confusões:


Maquela00


(1) - Quem é Zombo e que é Kôngo? Responder a essa pergunta seria como responder: quem é Malanginho em relação ao Angolano. Os Zombo (hoje separados entre Mbata e Zombo, mas antigamente eram todos Besi -Mbata, e os Zombo eram da linhagens de Mani Mbata) são os Kôngo, falando das dimensões territoriais, sociológicas/
 antropológicas... Mesmo quando surgiram as confusões nos séculos XVII, quando foi criado uma pseudo-capital em Mbata (Zombo) naquela altura das tendências balcanizadoras. Depois da morte do nacionalista Vit'a Nkanga em 1665, Kôngo passou a ter três capitais. Mas as próprias populações nao acreditavam porque KONGO significa UNIÃO. Era contra-senso que os “UNIAO/Bana Kôngo” se separassem, mas os católicos/portugueses assim dividiram por razão da escravatura. É por isso, muitos defenderam TESES de Doutoramento que os Zombo não pertenciam ao reino do Kôngo. Aliás, foi naquela época (século XVII) que surgiram os reinos de Ndôngo, Ngoyo, de Lwângu, de Mbengela (Mbangala), de Kakongo, de Angola, etc.


(2) - África antes das independências era motivo de experimentar mapas geoestratégias (para os Europeus). A Conferencia de Berlim estipulou que os colonizadores deveriam fazer trabalhos científicos (na História, geografia humana, etc.) porque era necessário que se conheça melhor as populações: estamos aqui na Era da antropologia ao serviço da Colonização. É assim que os Besi Kôngo eram tidos apenas como aqueles que viviam em Mbânz'a Kongo. Mas nada diria que o resto não fosse Kôngo, embora sejam chamados em relação aos seus territórios (Bampângu, Bawôyo, Besi Luwânda, etc.) ou segundo as suas posições particulares em relação as particularidades geográficas (Bantându, que estão ao Norte em relação a fonte do rio Inkisi), Besi Ngombe (por causa da missão/mas também poderia ser por pertencer a linhagem de Ngômbe), etc. Mas existe duas lógicas aqui que é preciso frisar: (i) Os habitantes de Mbânz'a Kôngo são Besi Kôngo (e na lógica de kikôngo, Mbânza não é necessário ser repetido). Acho que línguas latinas seria a mesma coisa. (ii) Nesse caso, Besi Kôngo teria dois sentidos: sentido genérico/global, e sentido estrito/local. Mas em nada isso significaria que o Rei/Ntotela de Mbanz'a Kongo tenha o mesmo nível hierárquico que Mani Mbâta (que era Administrador do Município de Mbata. Mbata não era uma província, no antigo reino do Kôngo, por isso sua autoridade máxima não pode ser Governador, mas sim Administrador. Ou seja o Luwândense é Angolano tanto como o Benguelense ou o Huilano.


(3) - Os fundadores proto-BANTU que vieram de Nordeste (em relação a Mbânz'a Kôngo) ou melhor de Kôngo dya Mulaza, fundaram, entre outras primeiras aldeias, o de MBATA, onde residia o TIO AVÔ, o ma Zombo, que tinha a função social de coroar O Ntôtela em Mbânz’a Kôngo. E, se nos basearmos nos trabalhos de campo dos especialistas sob colonização e nas comparações dos seus trabalhos, veremos que Ma Zombo era NKAKA DYA NE KONGO (veja Cavazzi, 1965; Cadornega, 1940;1942). Quer dizer, como manda os costume, da mesma forma que é a avó materna que apresenta o neto recém-nascido ao publico, era o Ma Zombo (Nkaka dya Ne-Kôngo) o Consagrador do Ntôtel'a KONGO (Rei em Mbanz'a Kongo). Quem fala kikôngo percebe melhor o termo. Mais tarde, o Ma Nsoyo, começou também a desempenhar essa função: curiosamente Mbata e Nsoyo significa a mesma coisa (palha que se coloca como teto; zénite; cume de uma montanha). Razão pela qual hoje existe "Rei do Nsoyo", o que na verdade é sem sentido, a não ser que seja apenas simbólico. Quando os Jagas invadiram Mbânz'a Kôngo eles justificaram seus actos em que o rei que deveria reinar em Mbânz'a Kongo deveria ser oriundo do Mbânz'a Mbângala (Benguela, mas naquela época seria Benguela e Huambo juntos). Isto é, MAKULWA MATATU MALAMBE KONGO: NSOYO, MBATA/ZOMBO e BENGUELA. Eu tenho dois livros que explicam isso e estão online (verificam junto de Sebastião Kupessa Mwâna Ndâmba), onde poderão ler calmamente. ASSIM SENDO, ZOMBO NUNCA FOI UM REINO A PARTE, não só os co-fundadores orientais do Mbânz'a Kôngo vieram dessas paragens (Mbata/Zombo), mas porque trata-se do mesmo povo. A filosofia histórica deles não era compreendida pelos primeiros escritores das suas Histórias.
Existe uma praga entre os KONGO: não sabem como dividirem-se. O próprio nome deles não lhes permitem: KONGO significa UNIDADE... se muitos dos territórios do antigo reino do Kôngo são separados porque o povo é dinâmico, outros ainda tem muitas dificuldades de o fazer. Todas as linhagens de Mbata e Makela/Zombo são os mesmo em Mbânz'a Kongo. Há um provérbio que diz: MUZOMBO MU LUZOMBO LWANDI, MPANGI'AKU MU LUVILA YE KISINA (Apesar da tonalidade de kizômbo, ele é seu irmão/mpângi na genealogia e as origens.

 

 


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