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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Municípios erguem o futuro com novas casas

Publicado por Muana Damba activado 5 Agosto 2012, 08:28am

Etiquetas: #Notícias do Uíge

 

Por João Dias 

Fotografia: Rogério Tuti

 


O programa de habitação chegou às sedes dos municípios do Uíge, uma iniciativa do Executivo que visa suprir o défice de casas nestas localidades, favorecer o povoamento e o regresso dos quadros. O programa abrange os municípios de Maquela do Zombo e Bungo. Simultaneamente, estão a ser construídas escolas primárias e centros médicos nas aldeias e comunas.


No município de Sanza Pombo estão a ser erguidas 200 casas sociais e dezenas de outras evolutivas. A execução decorre sem sobressaltos e o município sede vai dispor de 20 casas evolutivas, enquanto as comunas do Cuilo, Amba e Alfândega e na aldeia da Beira Baixa, vão ser construídas 15 em cada. Em Sanza Pombo, o programa contempla uma primeira fase em que estão a ser construídas 100 casas em vias de conclusão, e numa segunda as restantes 100.


“Aproveitámos para investir ao longo da estrada. Decorrem os projectos de construção de casas evolutivas à velocidade que pretendíamos e devem servir para reduzir o défice que existe neste domínio, além de precisarmos de atrair os naturais das aldeias com a criação de condições habitacionais”, referiu o administrador de Sanza Pombo, Baptista Bunga. A nível da saúde, o município conta com um banco de Urgência, que tem todos os equipamentos. Dispõe ainda de uma morgue e de um sanatório, já que têm sido registados alguns casos de tuberculose. Parte dos casos, em geral, são provenientes de Milunga e Quimbele.

Do capim ao betão

Relativamente à educação, o município tem estado a investir na edificação de escolas primárias nas aldeias. Na da Beira Baixa, está  construída a escola primária número 517 com três salas. A poucos metros de distância, encontra-se uma construção feita de pau e capim. Era ali, naquela construção improvisada, que as crianças entravam em contacto com as primeiras lições.

Hoje, as coisas são diferentes, pois os meninos vão poder estudar, faça sol ou chuva. A nova escola, amarela e castanha, está equipada como merece uma escola digna. Os meninos e meninas da aldeia da Beira Baixa já não vão aprender as lições sentadas em latas de leite em pó, em pedras ou pequenos bancos, porque a nova escola tem carteiras para todos.


O cenário repete-se na aldeia do Quitungo, que conta com uma escola primária com três salas. Além do estabelecimento de ensino, a aldeia conta também com um centro médico.  Na aldeia Q.Muanza há outra escola também com três salas, um investimento que se estendeu à aldeia do Quiteca Mata.

Vale a pena o sacrifício

Numa das salas da escola, estão muitos alunos em pleno dia de provas. Entre eles, Susana Mendonça chama a atenção. Tem o bebé nos braços, ora calmo, ora agitado, mas Susana prossegue. “Tenho de fazer algum sacrifício, pois vale a pena”, sublinhou.


O bebé agita-se. Susana mantém a calma e ainda assim tenta puxar pela cabeça. Tenta escrever umas linhas, mas depois tem de acomodar o bebé e dar-lhe de mamar. Mesmo assim, prossegue e lá vai. Os colegas, numa espécie de solidariedade para com ela, parecem não reparar. “A minha mãe foi à lavra, por isso tive de vir com o bebé, porque não queria perder a prova. Ela é a única pessoa com quem o bebé tem ficado”, explicou.


A escassos quilómetros dali, na regedoria de Panda Menanga, está construído o mercado da regedoria e um centro médico. Tem uma escola de seis salas, onde são leccionadas aulas da primeira à nona classe.  Os 31 quilómetros que vão do bairro da Alfândega a Sanza Pombo estão a ser reabilitados. Na alfândega, a escassos metros da estrada terraplanada e que aguarda por asfalto, desenvolve-se um projecto de construção de casas evolutivas. Ao lado, está a nascer o mercado municipal. 


Sanza Pombo vai contar com um magistério primário, com 12 salas e quatro laboratórios, além de 11 casas para professores. “A intenção é reforçar o ensino básico. Queremos pô-lo a funcionar no município”, disse o administrador, acrescentando que a execução das obras de infra-estruturas sociais está em 90 por cento.

Desenvolvimento Rural no Puri

O Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza tem influenciado positivamente o modo de vida das populações, afirmou o administrador do município do Puri.


“O seu impacto social foi aplaudido pelas populações, pois as acções atingiram aquelas localidades onde o Governo português nunca tinha construído escolas nem unidades sanitárias”, salientou António Cequeira.


No município, foram construídas escolas de raiz nas comunas da Quibala, Quisseque Bendo, Quifutila, Cavua e Cacuto, além de terem sido ampliadas e reabilitadas escolas nas aldeias Quizambi, sede municipal, Quimbunga Lau. No total, estão disponíveis 34 salas, que devem absorver cerca de quatro mil alunos. Outro passo significativo que o município deu no sector da Educação foi a aplicação do programa de merenda escolar, que teve início no segundo trimestre deste ano.


No sector da Saúde, a rede sanitária foi ampliada com a construção de unidades hospitalares, além de terem sido reabilitadas salas de parto dos postos e centros materno-infantis nas aldeias Quinzambi, Quifutila, Quibaba e sede municipal. “Queremos que a população aflua às unidades sanitárias e lá encontre bons serviços, com medicamentos a custo zero”, disse o administrador. Ainda neste campo, o município ganhou um hospital construído de raiz com capacidade para 75 camas.

Água para todos

As obras de construção, bombeamento, captação e tratamento de água na sede do município estão concluídas. Já foram feitos alguns ensaios. Outro projecto similar foi concluído na aldeia do Cusso e Quisseque Lulovo, aguardando apenas pela inauguração. Na sede do município foram construídos 17 chafarizes.



J.A

 

 

 

 

 

 

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