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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Município do Bembe melhora assistência médica.

Publicado por Nkemo Sabay activado 21 Enero 2011, 12:41pm

Etiquetas: #Notícias do Uíge

 

 

Walter António-Uíge 

Autoridades locais apostam na redução do índice de mortalidade infantil.

 

Fotografia: Filipe Botelho


A entrada em funcionamento de novas infra-estruturas sanitárias construídas na sede municipal do Bembe e na localidade de Mpambo Singa Nzambi, província do Uíge, estão a contribuir para a melhoria dos serviços de assistência médica às populações da região.


Entre as várias infra-estruturas, a chefe da repartição municipal da Saúde do Bembe, Adelaide Miguel, destacou o centro materno infantil, inaugurado em Novembro último, na vila do Bembe, uma unidade sanitária de referência com capacidade de 24 camas.


A unidade, segundo o responsável, possui uma área de pediatria, maternidade, consultório médico, planeamento familiar, PAV, pré-natal, farmácia e uma secção de aconselhamento e testagem voluntária.


Também na localidade de Mpambo-Singa-Nzambi, que fica a cerca de 34 quilómetros da sede municipal, foi construído um centro médico com capacidade para oito camas, oferecendo serviços de consultoria médica, farmácia e uma sala de partos.


Adelaide Miguel disse que a construção de vários centros e postos médicos, assim como o aumento de técnicos de enfermagem nas comunas de Lucunga e Quimaria, as duas que compõem o município, e nas aldeias de maior concentração populacional, estão a garantir melhorias funcionais do sector na região.


“Estas unidades estão a proporcionar um melhor atendimento à população do município do Bembe, tendo em conta que anteriormente as pessoas andavam mais de 20 quilómetros a pé das zonas periféricas até à sede municipal, em busca de assistência médica e medicamentosa”, disse. Uma nova unidade sanitária está a ser erguida no município, anunciou Adelaide Miguel. Trata-se de um centro médico com capacidade de 20 camas e contará com serviços de bloco operatório e medicina geral, entre outros. No Bembe, a repartição da Saúde dispõe de três centros e sete postos médicos, onde funcionam um total de 35 enfermeiros e um médico de medicina geral.


A malária, as doenças diarreicas e respiratórias agudas e as infecções da pele são as patologias predominantes, disse a responsável.
O município do Bembe, a 135 quilómetros da cidade do Uíge, possui duas comunas, 118 aldeias e uma população calculada em mais de 40 mil habitantes, boa parte dos quais agricultores.

Comuna de Quimaria

O administrador da comuna de Quimaria afirmou ontem que o programa de execução definido para este ano vai dar prioridade à construção de novas infra-estruturas sanitárias e escolares nas regedorias, aldeias e na sede comunal, e aumentar o número técnicos de saúde e professores.


A reabilitação dos cerca de 69 quilómetros do troço que liga a comuna à sede municipal consta igualmente entre os grandes projectos a serem executados durante o ano 2011, declarou São Silvestre de Lucas.


O responsável comunal avançou que tais empreendimentos têm por objectivo melhorar as condições básicas de vida das populações locais, numa altura em que a localidade ainda enfrenta problemas com a falta de escolas, centros e postos de saúde. A comuna de Quimaria possui apenas um centro médico onde funcionam dois técnicos de saúde. Estes profissionais são obrigados a atender os mais de cinco mil habitantes da localidade.


Segundo as estimativas das autoridades comunais, a comuna necessita de mais quatro postos médicos e de cerca 25 enfermeiros para garantir um melhor atendimento aos pacientes que acorrem às unidades sanitárias.
Em 2010, a administração levou a cabo, entre outras acções, várias palestras de sensibilização, reforçou as medidas de higiene e de combate ao paludismo, com realce para a construção de latrinas, currais, pocilgas e capoeiras para evitar doenças.


Situada a 69 quilómetros a oeste da sede do município do Bembe, a comuna de Quimaria é composta por três regedorias, 16 aldeias e uma população estimada em cerca de 5.711 habitantes, que se dedicam ao cultivo de mandioca, ginguba, banana, batata-doce, laranja, cana-de-açúcar e abacaxi, entre outros produtos.

 

 

 

Ambuíla precisa de médicos e de mais enfermeiros

 

 

 O sector da Saúde no município de Ambuíla, província do Uíge, apresenta muitas dificuldades: não há médicos e o reduzido número de enfermeiros é insuficiente para atender a população, estimada em mais de 90 mil habitantes. Também faltam unidades sanitárias, como centros e postos de saúde nas comunas, regedorias e aldeias, além da falta de um hospital na sede municipal de Ambuíla.


O chefe da repartição municipal de Saúde, Miguel Panzo, disse ontem ao Jornal de Angola que “os serviços de assistência médica são assegurados por apenas 17 enfermeiros, apesar de existirem mais técnicos, que não param no município, por estarem a frequentar, na cidade do Uíge, o curso médio de enfermagem, no Instituto Médio de Saúde (IMS). Também não temos nenhum médico, factor que obriga à evacuação dos doentes em estado grave para o Hospital Municipal do Songo ou para o Hospital Central do Uíge”. Miguel Panzo disse que, em relação aos medicamentos, houve melhorias consideráveis no abastecimento, mas a falta de médicos e o reduzido número de enfermeiros e postos de saúde em algumas aldeias, como Quindaka, Kanique e Quiteque, localidades de maior concentração populacional, preocupam as autoridades locais. O município possui seis unidades sanitárias, localizadas na sede municipal, na sede comunal de Quipedro e nas aldeias de Bela Vista, Lambo, Quimutambo e Quibalakata.


O chefe da repartição municipal de Saúde de Ambuíla defendeu a construção de um hospital municipal de referência, um centro de saúde na comuna de Quipedro e postos de saúde nas localidades com maior densidade populacional. Afirmou que o município necessita de pelo menos dez enfermeiros e médicos especializados em clínica geral, pediatria, ginecologia, entre outras especialidades. Miguel Panzo referiu que, das seis unidades sanitárias existentes, apenas três funcionam em instalações próprias. “Os postos de saúde de Quimutambo, Quibalakata e Lambo funcionam em residências de alguns munícipes”, disse, acrescentando que “neste momento estamos preocupados com as condições de acesso à comuna de Quipedro. É praticamente impossível chegar até lá, porque a estrada está muito degradada, não oferece qualquer possibilidade para a circulação normal de viaturas”.  

 

 

                                                                                                                                  J.A

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