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Portal da Damba e da História do Kongo

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Mensagem de agradecimentos de Dom Luzizila Kiala – Bispo de Sumbe

Publicado por Muana Damba activado 27 Agosto 2013, 10:19am

Etiquetas: #Religião

 

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Mensagem de Agradecimentos de Dom Luzizila Kiala – Bispo de Sumbe


 
No dia da sua Ordenação Episcopal - Uíje, 25 de Agosto de 2013

Reverendíssimo Sr. Secretário da Nunciatura, Pe. Gildardo Marín Acevedo
Excelências Reverendíssimas Senhores Arcebispos e Bispos
Excelência Sr. Governador da Província do Uíje, Dr. Paulo Pombolo
Excelência Sra. Vice-Governadora da Província de Kuanza Sul, Dra. Maria de Lurdes Veiga
Reverendos Senhores Padres, Religiosos e Religiosas
Excelências Senhores Ministros
Excelentíssimos Senhores Deputados
Excelências Senhores Membros do Governo Central e das Províncias do Uíje e Kwanza Sul
Estimados Representantes das diversas Autoridades Tradicionais, Civis, Militares e Policiais
Caros Convidados e Benfeitores
Santo Povo de Deus.

Começarei a minha modesta mensagem por uma confissão: será um sonho ou uma realidade, este facto a que participamos?


O momento que acabamos de celebrar é de extrema importância para cada um de nós, mas de modo particular para mim. Como é agradável a vossa presença hoje aqui exprimindo a grandeza da fé cristã. Com as palavras do salmista podemos repetir hoje com profunda alegria e vigorosa esperança o cântico de acção de graças: «Feliz daquele a que Tu escolhes e atrais para viver nos teus átrios. Seremos saciados com os bens da tua casa, no teu santo templo. Tu nos respondes com prodígios de justiça, ó Deus, nosso Salvador, esperança dos confins da terra e dos mares distantes» (Salmo 65, 5-6). De facto, é um prodígio que, diante do desafio de um mundo quase indiferente, tentado pelo materialismo, haja quem é capaz de realizar uma escolha radical e decisiva a Cristo, disposto a consagrar toda a vida ao Senhor, de apresentar o rosto de Deus ao mundo e de proclamar a gratuidade e a infinita misericórdia de Cristo Crucificado e Ressuscitado.


Atendendo ao chamamento divino, hoje ingressei nas fileiras dos Pastores do Senhor, a fim de dedicar toda a minha vida à santa missão de cura das almas; entreguei espontânea e livremente a minha vida a Deus numa abdicação voluntária a todos os bens terrenos para seguir o conselho do Divino Mestre. Trata-se, portanto, de um altíssimo e exigente ministério, de um ideal do qual cada chamado, sentindo vivas a debilidade e a insuficiência das próprias forças, é tomado por um compreensível temor. Por isso, como Bispo devo estar animado da mesma esperança, de que sou constituído servidor da Igreja e no mundo. E faço minhas as palavras do Apóstolo S. Paulo: «Tudo posso Naquele que me dá força» (Filip 4, 13) e, como Ele, estou seguro de que a «esperança não desilude, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo que nos foi dado» (Rom 5,5).


Assumirei, sem dúvida, responsabilidades sobre-humanas, mas para tais, a graça de Deus, não me poderá faltar enquanto lhe for fiel. Inclinemos com humilde confiança diante do grande mistério do amor do Coração Redentor de Jesus e rendamos-lhe graças, honra e glória. A gratidão leva o homem a reconhecer e a retribuir os benefícios recebidos de outros. Reconhecer donde lhe vem a vida, a sabedoria, o conhecimento, o sacerdócio, o episcopado. Porventura, não foi de Deus? Que tens ó homem que não tenhas recebido? E, se o recebeste porque te glorias como se o não tivesses recebido? (cfr. 1 Cor 4, 7). Mas o agradecimento aceite por Deus é o que sai de um coração humilde, convencido de que só Deus produz «o querer e o operar» (Filip 2, 13). É o que diariamente canta a Igreja em nome de todos os homens, para superar a ingratidão de muitos e impetrar a salvação de cada um deles: «Verdadeiramente é justo e necessário, é nosso dever e salvação, dar-te graças sempre e em toda a parte, Senhor Pai Santo, Deus Eterno e Omnipotente». Dar graças a Deus pelos seus benefícios é solicitar o cumprimento de tal obra misericordiosa, para a própria salvação e a de todos os homens, que fica garantida quando se faz por Cristo.


Agradeço de todo coração a Deus, Senhor da vida e da história, que me enriqueceu com a variedade dos seus dons, e, hoje em particular, o dom do Episcopado. Sim, o Episcopado é mais um serviço que uma honra. E se também é uma honra, é-o quando o Bispo, sucessor dos Apóstolos, serve com espírito de humildade evangélica a exemplo de Jesus Cristo.


Agradeço aos meus queridos pais, padrinhos, por me terem transmitido o dom da vida e a graça da fé cristã. Igualmente agradeço aos demais familiares, amigos e benfeitores. Humildemente agradeço ao Santo Padre, o Papa Francisco, pela confiança e estima depositada em mim, a ponto de me ter escolhido e proposto para Bispo da Diocese do Sumbe. Sinto o dever de exprimir o meu agradecimento à Diocese do Uíje e ao seu primeiro Bispo Dom Francisco de Mata Mourisca, nosso pai na fé, que me ordenou Sacerdote no dia 23 de Agosto de 1992; duma forma particularíssima, o meu sincero agradecimento dirige-se ao Senhor Bispo, Dom Emílio Sumbelelo, que no seu amor paternal se dignou escolher-me Vigário Geral e Pároco da Sé Catedral.


A minha eterna gratidão vai aos Frades Menores Capuchinhos que me enviaram para o Seminário e pelo seu apoio moral e material. Não posso calar o meu reconhecimento para dizer a minha cordial gratidão ao Senhor Secretário da Nunciatura Apostólica, aos Senhores Arcebispos e Bispos pela Vossa carinhosa presença nesta celebração.


Permitam-me estender os meus vivos agradecimentos aos Sacerdotes, Diáconos, Religiosos, Religiosas e Catequistas aqui presentes.


Especial agradecimento ao Governo da Província do Uíje pelo considerável apoio logístico – acomodativo e técnico – material com que providenciou a realização deste tão grande evento. Um particular agradecimento aos Membros do Governo de Kwanza Sul, às diversas Paróquias, Missões e Movimentos Apostólicos aqui representados.


Particulares agradecimentos vão aos distintos Membros do Governo Central, Deputados à Assembleia Nacional, às Autoridades Tradicionais e Civis, Militares e Policiais.


Outro agradecimento vai aos fiéis das mais variadas Dioceses de Angola vivamente presentes nesta celebração. Merecem iguais agradecimentos as Forças de Ordem Pública, os Membros do Protocolo, os Escuteiros, Acólitos, a Imprensa, os Movimentos Apostólicos, as Associações Laicais, os Membros do Grupo Coral Diocesano e a todos os fiéis de diversas Paróquias e Missões que vieram de longe ou de perto para connosco celebrar os mistérios de Deus.


Finalmente desejo manifestar a constância da minha gratidão a todos que directa ou indirectamente contribuíram para o bom êxito desta festa.


Certamente, o acontecimento de hoje ficará gravado em letras de ouro na memória de todos que nele participaram. E Deus saberá recompensar-vos a todos.


Com a intercessão de Maria, Mãe da Igreja, Rainha da Evangelização e de seus Pastores, nós todos ministros de Cristo, revestimo-nos da caridade do seu Filho, Sumo e Eterno Sacerdote e com o coração renovado da abundante graça, sirvamos com PACIÊNCIA E ALEGRIA o Povo de Deus que anseia as fontes do amor misericordioso.

 

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No dia da ordenação de Bispo do Sumbe, Dom Luzizila Kiala, com a presença do Bispo Emérito do Uíge, Dom Francisco de Mata Morisca, do Ministro da Agricultura Afonso Pedro Kanga e o Governador do Uíge, Paulo Pombolo.


 

Agradecimentos em Kikongo


Ampangi zame zanzolwa: Muna tambudila m’bokela a Mfumu, nkotele mu kimvuka kia Nganga Zambuta, pasi vo ya tambika zingu kiame kiawonsono mu salu kia Mvungudi mia wantu. Kieleka ntambudi m’bebe yan’nene, kansi lusadisu lwa Nzambi muna m’bebe yayi kalukondwa ko, ekolo yakala wasikila muna nzila a Nzambi.


Muna diódio, mu zingu kiame se ye vangilanga salu kia Nzambi mu luzizilu ye kiese. Kiese kia n’nene muna n’gizeno, ekuma lumwene vo lumbu kiaki kia nkembo ye mayangi. E sinsu lusongele mu nkembo wau kikotele mu n’tima mieto. Muna diódio, kilendi dingalalako kondwa vutula matondo ye matondo kwa yeno awonsono.


E nkangu a Mfumu, luyangalala kadi Nzambi songele mawete mandi kwa yeto (canta-se).
Yenge – nzola; nzola – kiese; kiese – salu; salu kia nani? Kia Tata Nzambi! Tutondele, tufiaukidi.

 


                                                                          Uíje, 25 de Agosto de 2013

                                                                                 + Luzizila Kiala

                                                                                 Bispo do Sumbe

 

 


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