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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Maquela do Zombo está em pleno crescimento

Publicado por Muana Damba activado 22 Agosto 2013, 14:31pm

Etiquetas: #Notícias do Uíge

 

 

Por Valter Gomes


 

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Uma comissão composta por historiadores, antropólogos e psicólogos foi criada pela Administração Municipal do Maquela do Zombo, com vista a encontrar a data da fundação da antiga capital do Congo Português, mais tarde desmembrados em três províncias: Uíge, Zaire e Cabinda.

 

O porta-voz da comissão, Dissengomoca Alexandre, referiu que as diversas datas apresentadas estão a ser bem analisadas, para que delas se possa encontrar o dia, mês e ano certo em que a vila foi elevada à categoria de município.


O psicólogo Dissengomoca Alexandre disse que a região ainda possui algumas fontes orais que viveram importantes momentos históricos do município. A comissão tem até ao dia 30 deste mês, para apresentar o projecto, depois da investigação e pesquisapesquisa.


“Todos unidos e apostados em participar neste trabalho, vamos empenhar-nos para que encontrar a data da fundação da vila de Maquela”, afirmou.

Posto militar

O ancião Congolo Sebastião, 70 anos, explicou que os primeiros colonizadores chegaram em 1896 à margem do rio Luidi, localidade de Mbambi, cinco quilómetros a oeste da sede municipal de Maquela do Zombo. Os portugueses estabeleceram contacto com as autoridades locais para instalação de um posto militar. “Dias depois, começou-se a construção do posto e, Mbongi, que se situava a um quilómetro da antiga intendência administrativa colonial”, explicou.


O soba de Mbanza Zombo, Paulo Vidi, 90 anos, conta que os militares portugueses chegaram à localidade de Quincula, 18 quilómetros a Sul da sede de Maquela, em 1896.


O soba Paulo Vidi referiu que foram recebidos pelo soberano Bazombo, que depois de três dias os conduziu até à localidade do Mbongi, onde instalaram o primeiro posto militar, criado pela administração colonial portuguesa.


“Mas foi a partir de 1915 que a circunscrição de Zombo começou a ser chamada de Maquela do Zombo, nome que deriva de um tipo de pedras que os antepassados usavam para fabricar balas ou munições tradicionais, utilizadas na caça e defesa pessoal”, referiu Paulo Vidi.


Em 1917, Maquela do Zombo foi guindada a capital do distrito do Congo Português.


Ao explicar a origem de Maquela do Zombo, o historiador Pedro Batsícama afirmou que são necessárias investigações mais profundas, para se encontrar o dia, mês, ano e o número da portaria em que Maquela do Zombo foi elevada à categoria de sede de circunscrição. O vice-gover­nador para o sector económico e produtivo da província do Uíge, Carlos Samba, pediu maior celeridade e profundeza na investigação e pesquisa da verdadeira data da fundação da vila de Maquela do Zombo.


“Devemos empenhar-nos para que em pouco tempo se aprove a data da sua fundação, permitindo a realização da primeira edição das festas da vila”, acrescentou.

Oportunidade de negócios

Carlos Samba considerou a localidade de Maquela do Zombo como um dos municípios estratégicos da província, por ser rico em mineiros e em potencialidades agrícolas e por estar situado junto da fronteira com o Congo Democrático.


O vice-governador convidou os empresários e empreendedores para investirem nos diversos sectores do município, uma vez que a região oferece oportunidades de negócios na agricultura, indústria e noutras áreas. “Maquela estava quase sem vida, mas hoje, graças aos esforços de todos, o município está a desenvolver-se com a construção de novos empreendimentos sociais, como escolas, postos e centros de saúde, hospital municipal, estabelecimentos comerciais, estradas, pontes e outras infra-estruturas importantes”, referiu.


Com uma extensão de 9.580 quilómetros quadrados, o município de Maquela do Zombo está situado 310 quilómetros a norte da cidade do Uíge, tem 38 regedorias, 327 aldeias e uma população de 120 mil habitantes.

 

 

                                                                                                        J. A

 

 

 

 

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