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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


FRAGMENTOS HISTÓRICOS DA DAMBA 17.

Publicado por Muana Damba activado 16 Agosto 2010, 11:40am

Etiquetas: #Fragmentos históricos da Damba

 

 

VIAGEM AO BEMBE E DAMBA. Setembro a Outubro de 1912

 

Modo como actua e suas imperfeições --- sua correcção “In- NO CONGO PORTUGUÊS

VIAGEM DO BEMBE E DAMBA – Considerações relacionadas. Relatório do Governador do distrito, primeiro tenente de marinha, José Cardoso.



Mabiandagungo – pretende evitar a todo o transe o ter no meio dos seus povos um forte como o da Damba, com todas as consequências, que ele considera impertinentes.

Zuambacala – quer ver-se livre de nós, do imposto de cubata, da obrigação da limpeza dos caminhos e das povoações, etc., e pensará talvez que, com as voltas que o mundo dá, poderá acaso um dia voltar tudo à mesma e tornar a ser ele quem cobre o imposto de cubata aos brancos.

Camatambo – velho bastante ladino, explora a situação de duas maneiras e manobra com um pau de dois bicos. O “boycott” do Mabiandungo pode produzir o aumento da corrente de negócio para Maquela, que lhe produz um aumento dos rendimentos do imposto de transito; aplaude portanto o soba do Sosso e declara que adere , e, ao mesmo tempo, atrai para as suas terras o comércio europeu, porque, como esta situação há-de acabar um dia de qualquer maneira, quando isso acontecer, como o Sosso está como uma fera contra o Pombo, por lhe ter paralisado o negócio, e como calcula que os negociantes se mudam da Damba, forçados pela persistência do “boycott” ,tudo o leva a crer que será ele quem retire o melhor proveito desta contenda. Deve mesmo supor que, no caso da acção nos ser favorável, deve estar isento de apanhar qualquer “matabicho”, porque até aqui nunca nos foi declaradamente hostil e, se não nos paga regularmente o seu imposto de cubata, a culpa não é dele, é nossa, di-lo há porque nunca fomos lá buscá-lo.

De como o destino prepara as coisas, e de qual a sorte que lhes está reservada, é o que vai saber-se dentro de poucos meses, e oxalá que ela seja como eu desejo.

(…) Chegado ao Bembe em 25 de Setembro, tive a satisfação de reconhecer a supremacia que o tenente- coronel Ferreira dos Santos tinha obtido sobre o gentio com o severo castigo que aplicara aos amotinados do Pemba, e com a actividade que desenvolvia no exercício das funções de capitão-mor, bem como a forma como era obedecido com desembaraço pelos povos das regiões até então duvidosas. Era já bastante, sem dúvida,mas bastante era necessário fazer-se ainda. Com efeito, ter castigado os pembas, deixando a rir-se os quivoengas, era não só dar a estes, de graça, um enorme “ronco”,mas sujeitar-me a perder todo o prestigio ganho pelo tenente -coronel. Era portanto indispensável ir à Quivoenga e ficar lá.

Pronto para isso estava o tenente-coronel, não podia, porém, consentir-lho sem lhe facultar a força indispensável para guarnecer um posto de ocupação na Quivoenga, o que era mister fazer-se sem desfalcar a guarnição da capitania. Se me era possível dar-lho ou não, só podia sabe-lo depois de julgar a situação da Damba por critério próprio. (…) Para não perder tempo, larguei-me para a Damba pelo caminho mais curto.

Esse caminho ainda não havia sido feito por autoridades, e não obstante os povos intermédios entre as sedes das duas capitanias não terem relações com elas, haver rebelião para o sul de uma para o leste de outra e levar comigo apenas a escolta da caravana ( 8 soldados), não sofri a menor inconveniência por parte do gentio, que sabia da minha viagem pelos espias. Vi, porem, por mais de uma vez, vedetas armadas observarem o nosso movimento.

 

Continua...

 

                                                                                        Documento enviado por ARTUR MENDES

 

 


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