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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


FRAGMENTOS HISTÓRICOS DA DAMBA 14.

Publicado por Muana Damba activado 3 Agosto 2010, 12:47pm

Etiquetas: #Fragmentos históricos da Damba

 

 

VIAGEM AO BEMBE E DAMBA. Setembro a Outubro de 1912 .“ In- NO CONGO PORTUGUÊS VIAGEM DO BEMBE E DAMBA – Considerações relacionadas. Relatório do Governador do distrito, primeiro tenente
de marinha, José Cardoso. Cabinda,1913


A ocupação da Damba e a sua administração.


 150MCARVALHO.jpg
Modo como actua e suas imperfeições --- sua correcção.


Não possuindo na ocasião os elementos de acção necessários para marchar sobre a Damba , mas dispondo de mais que o preciso para assegurar a tranquilidade em Maquela, resolvi, acto contínuo, empregar os elementos que ficavam livres em preparar o nosso estabelecimento na Damba, ordenando imediatamente a ocupação do Quibocolo, Bembe e Quimbubuje, que ficam sobre os principais caminhos percorridos pelas caravanas da Damba, facultando-me a ocupação do Quimbubuje, além do objectivo que ora visava, poder ter o ensejo para castigar o atrevimento de 1910, atrás referido.


Estávamos em 2 de Junho de 1911. Em 5 de Junho ocupava-se o Quibocolo, tendo sido encarregado desse serviço o tenente Andreia; o Bembe foi ocupado pelo capitão Carlos Pinto em 19 do mesmo mês, e o Quimbubuje em 25 de Julho pelo general Faria Leal, depois de aplicar ao gentio um castigo proporcionado à falta, cometida em 1910.


(…) Reconheci também que a administração de Maquela não podia estar confiada a uma simples delegação, e por tal razão foi aquela vila elevada a sede de circunscrição em Agosto de 1911, transferindo para lá a sede da 2ª. Companhia indígena de infantaria e conseguindo mais tarde a criação de uma delegação de saúde, que mais se justificava ali do que em San-Salvador.


Recomendando às autoridades locais que encaminhassem a política indígena no sentido de preparar a nossa entrada na Damba, breve começaram a chegar-me notícias, de várias proveniências, de que a montagem dos três postos tinha exercido na gente da Damba uma profunda impressão que urgia aproveitar. Em fins de Agosto apresentava-se-me em Cabinda o general Leal, declarando-se pronto para ir fazer a ocupação.


Nos primeiros dias de Setembro partia este oficial de Santo António com a força que pus à sua disposição para aquele fim, e, em 5 de Outubro, o general firmava, com uma salva de artilharia, a Bandeira Portuguesa nos parapeitos da fortaleza construída na povoação do Nsangui, não longe do lugar onde dois anos antes havia sido enxovalhado um camarada.


Já na minha nota 55, de 18 de Agosto de 1911, ao referir-me à nossa acção no Zombo, havia ponderado ao Quartel General a necessidade absoluta de não mais postergar a organização de uma coluna móvel destinada a percorrer a região da Damba, Pombo e Sosso, a consolidar a ocupação realizada e a alastrar a nossa influência (No meu relatório nº. 371 de 18 Novembro de 1911) rememorava essa necessidade, pedindo a sua execução na primeira oportunidade.


Nada mais podia fazer-se nesse ano: Estava-se em plena época das chuvas. Dediquei-me, portanto, afincadamente, ao estudo do plano de operações que esperava levar a efeito na época sêca de 1912. Foi esse plano aprovado, e autorizada a sua execução pelo Governador Norton de Matos em 27 de Janeiro de 1913, tendo-se perdido o cacimbo de 1912 por não ter chegado a tempo, de Lisboa a respectiva autorização financeira.Esta interrupção de mais de ano nos trabalhos de ocupação foi-nos bastante prejudicial.

 

                                                                           Texto enviado pelo ARTUR MÉNDES.

 

 


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