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Portal da Damba e da História do Kongo

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Cidadãos congoleses tentam fazer-se passar por angolanos em Kinshasa.

Publicado por Nkemo Sabay activado 10 Noviembre 2010, 11:27am

Etiquetas: #Notícias do país

Chefe do Departamento Consular de Kinshasa, Caldeira Balão
Chefe do Departamento Consular de Kinshasa, Caldeira Balão
 
Kinshasa (Dos enviados especiais) – Vinte porcento dos 30 processos de registo de identificação recebidos diariamente pelo departamento consular da embaixada de Angola em Kinshasa (capital da RD Congo) são de cidadãos congoleses que tentam fazer-se passar por angolanos, explicou o chefe do sector, Caldeira Balão.
 
Falando à imprensa angolana, por ocasião dos 35 anos da independência nacional, a assinalar-se a 11 de Novembro, o diplomata disse que os serviços consulares vêm-se a braços na identificação dos nacionais que acorrem à embaixada para se legalizarem, porque em Kinshasa quer angolanos como congoleses não utilizam quaisquer documentos de identidade no seu dia-a-dia.
 
“Procuramos identificá-los através do diálogo, não temos um critério estabelecido porque encontram-se desprovidos de documentos de identidade. Por questões de formalidade, orientamos-lhes a tratar algum documento para facilitar o nosso trabalho”, adiantou.
 
Denunciou, por outro lado, a existência de “elementos nacionais que, não se sabe a troco de quê, levam cidadãos congoleses aos nossos serviços com a finalidade de depois encaminhá-los para Angola como se de cidadãos angolanos se tratassem”.
 
Devido ao agravamento da situação social na RDC, muitos habitantes de Kinshasa recorrem à embaixada angolana para obterem um salvo-conduto e, assim, se deslocarem ao país, a procura de melhores condições de vida.
 
De acordo com Caldeira Balão, desde o ano passado que se verifica um aumento da afluência de cidadãos aos serviços consulares, sobretudo após as expulsões de angolanos do país vizinho.
 
“Temos feito tudo para legalizá-los e facilitar o seu regresso ao país, até mesmo sem documentos de identificação”, acrescentou.
 
Segundo Caldeira Balão, entre os processos de registo de identificação destacam-se as solicitações para a emissão de salvo-condutos, inscrição consular, legalização de documentos e o registo de crianças.
 
Kinshasa é uma localidade de grande concentração de angolanos. De acordo com as estatísticas dos Serviços Consulares, a embaixada angolana em Kinshasa registou, desde 1979, cerca de 37.700 cidadãos angolanos, dos quais 23.000 já obtiveram o seu salvo-conduto.
 
Para o chefe do departamento consular, estes números não traduzem a realidade, porque existe uma grande movimentação de angolanos e congoleses ao longo da fronteira comum dos dois países.
 
Segundo o diplomata, há quem se arrisque afirmar que Kinshasa acolhe mais de um milhão de angolanos, mas a maioria vive sem qualquer documento de identidade.
 
Na capital congolesa, as zonas de Nguiri-nguiri e Njili são as áreas mais habitadas por angolanos.
                                                                                                                                             ANGOP

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