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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Batalha da Damba - Testemunhas.

Publicado por Nkemo Sabay activado 19 Abril 2011, 08:21am

Etiquetas: #Fragmentos históricos da Damba

ABRIL – 17

 

In “Braseiro da Morte”

ph 1961

                                                           Guerrilheiros da UPA em 1961

 


“Prolongado alarme de novo e violento ataque à Damba, onde centenas de assaltantes vieram de noite em cumprimento da sanha assassina recebida dos criminosos de fora. Toda a população se refugiou em casa do Administrador, que ontem veio buscar munições. Ás 8 horas, a situação começa a ser desesperada, tal o ímpeto do ataque. Não se registaram baixas até este momento. De Luanda seguiram já dois aviões para prestar auxílio aos sitiados. O mesmo de Negage, que a base ouviu a tempo o pedido de socorros, cuja resistência não irá além de meia hora. De Mucaba avisam que os aparelhos já tinham passado a prestar auxílio aos sitiados da Damba.

 

Às 09 H 30 sabe-se da firme resistência da população, reforçada com a de 31 de Janeiro, ali recolhida.

 

Outra notícia dá o Bembe como cercado, sem que no entanto tenha sido atacado. À meia tarde, uma coluna militar de uma dezena de homens dirige-se como reforço a Nova Caipenda, constantemente fustigada pelos insurrectos. Conhece-se também a ordem de evacuação de todas populações rurais, para as sedes dos concelhos. Por isso, Macolo e Macacola, refugiaram-se em Santa Cruz, Cuango, Quimbele, Buenga, Quilo e Uamba em Sanza Pombo.

 

Chegam notícias pormenorizadas do massacre de Lucunga, onde perderam a vida o Chefe de Posto, Coutinho; os europeus Alberto Ferreira dos Santos, Bernardo Porto Portugal e um menor mestiço, cruelmente esfacelado à catanada.

 

Ao Bembe chegaram, arrasados, após dias dolorosos de fuga através do capim, os europeus Loureiro Matos e António Joaquim Câncio. Novo ataque ao Bembe às 5 da manhã, sem pormenores ainda conhecidos. (…) Pela madrugada, novo assalto à Damba. Este foi repelido, abandonando os insurrectos mais de 70 mortos. Os assaltantes assassinaram cruelmente os nativos que se negaram a acompanhá-los .Outro ataque deverá repetir-se na próxima madrugada. Mais alguns reforços militares chegaram já à Damba, vindos de Maquela do Zombo.

 

A população do Bungo refugia-se na igreja local, sendo moral muito elevado dos que ali se preparam para resistir.

 

A aviação continua a metralhar as concentrações de terroristas na Damba…” 

 

 

                                                                  Texto recolhido por Artur Méndes

 


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