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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


Ainda sobre o brasão da Damba.

Publicado por Muana Damba activado 8 Septiembre 2011, 12:46pm

Etiquetas: #Fragmentos históricos da Damba

 

 

damba.jpg

                                              Brasão da Damba em selo de correios.

 

 

 

Para o colaborador Afonso Mbuta, o brasão da Damba deve ser substituído, porque os seus conceptores ignoraram a realidade cultural da Damba. Num artigo enviado à nossa redacção, o Muana Damba Tony Sofrimento Makunza Tungo, questionou o sentido da exposição dum emblema cofeccionado no período colonial neste espaço electrónico dedicado à Damba, pois como referiu: "No caso da nossa Damba, e neste site, somos identificados por um brasão criado numa circunstancia muito especial e onde não se revêm nem os que viveram na altura nem os que actualmente assumem a titularidade da autonomia da região. Assim sendo, achamos por bem lançar o repto no sentido de criarmos ou ao menos renascermos símbolos que identificam bem a nossa bela Damba."( ver Identificação da Damba por brasão próprio. )

 

Procuramos a saber em que circunstância está insígnia foi realizada e porque razão Damba deveria ser representada por este brasão. O nosso colaborador João Nogueira Garcia do Blog do Quitexe ( www.quitexe-noticias.blogs.sapo.pt) , pesquisou nos arquivos da administração ultramarina de Angola, encontro o decreto do Ministro do Ultramar que ordenara a criação de brasões para muitas localidades de Angola, entre as quais, Damba. Eis o conteúdo do decreto-lei assinado no dia 15 de Março de 1962, salientamos que esta data não foi escolhido ao acaso:

 

MINISTÉRIO DO ULTRAMAR, 15 DE MARçO DE 1962 - O MINISTRO DO ULTRAMAR, ADRIANO JOSÉ ÁLVES MOREIRA. Para ser publicada no Boletim oficial de todas as províncias ultramarinas.- A. Moreira.

 

                                               PORTARIA N° 19 076

 

Faz agora um ano que em algumas áreas do norte da provincia de Angola, deflagrou uma violentíssima acção terrorista, cuidadosamente preparada no exterior e visando criar um ambiente terrífico que não só provocasse a quebra de velhos laços fraternais estabelecidos entre elementos duma sociedade isenta de preconceitos racistas como ainda se originasse a destruição da estrutura da própria soberania nacional.

 

Os grandes morticínios então levados a efeito, com requintes inultrapassáveis de monstruosa ferocidade e os actos de heroísmo então praticados por tantos elementos da população local, com a naturalidade de singelo cumprimento de um dever de portugueses, jamais poderão esquecidos. E, por isso, para que deles, para todo sempre para se conserve  memória, honrando esses mártires e esses heróis, resolveu o Governo conceder as principais povoações das zonas que mais sofreram nessa trágica conjuntura ou às que se destacarm na defesa contra as hordas de malfeitores como base de operações na repressão das suas missões subversíveis o privilégio de usarem escudos de armas e bandeira próprias.

 

Assim:

 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Ultramar, no uso da compentência que lhe é conferida, pela base de XI da Lei Orgânica do Últramar e nos termos da base XXLVIII da mesma Lei e do artigo 4° das ordenações aprovadas pela Portaria N° 8098 de 06 de Maio de 1935:

 

1° - As povoações da Província de Angola, adiante mencionadas têm direito a usar escudos de armas ordenadas da  forma a seguir como se indica:

 

 

(...) DAMBA - De verde, calçado de ouro e carregados de dois machetes gentílicos, passados em aspa, em prata, encabados de negro realçado a ouro.

 

 

2° - Às povoações referidas no número anterior é permitido o uso das bandeiras que a seguir são descritas:

 

 

(...) DAMBA - Equartelada de branco e negro. Cordões e borlas de prata e negro.

 

 

Neste caso a indiginação dos mindambas é justificada. Nossos agradecimentos a João Garcia.

 

 

                                                                                       

                                                                                                  Muana Damba.

 


 


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