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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


O encontro de Deus com Simão Gonsalvês Toko em Katete, foi em 1935 ou 1950?

Publicado por Muana Damba activado 2 Mayo 2016, 17:43pm

AINDA SOBRE O EQUÍVOCO DO ANO DO ENCONTRO DE CATETE: 1950 OU 1935

(Argumentos apresentados pelo Episcopado para sustentar de que o mesmo tenha ocorrido em 1935, são infundados, contraditórios e sem nexo lógico)

I - NOTA INTRODUTORA

1.1. Jesus Cristo sabiamente dissera: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. S. João 8:32. Quando uma Igreja é amiga da verdade, não deve teme-la e nem fazer dela um “cavalo de batalha” para a sua existência. A verdade é reveladora, auto-suficiente e apta para, por si mesma, iluminar a mente de qualquer um.

1.2. Desde que iniciaram-se as rumarias e peregrinações à Catete, hoje Santuário, e se registaram a publicação de obras sobre o assunto, o Tocoísmo viu-se mergulhado num equivoco que põe em risco não somente a sua história espiritual e teológica, como também a idoneidade dos seus lideres que agem pelo impulso das emoções das massas, um populismo muito evidente no mercado da fé. Eis a questão:

O ENCONTRO DE DEUS COM SIMÃO GONÇALVES TOCO EM CATETE FOI EM 1935 OU EM 1950?

1.3. O Universo Tocoísta presentemente encontra-se dividido sobre esta questão, muito por culpa da desinformação que sempre reinou no seu do Tocoísmo e para estas questões, a teologia recomenda que se recorra aos métodos que se baseiam e se sustentam unicamente na verdade dos factos e nunca na tradição de homens.
1.4. O EPISCOPADO (Igreja do Golf II) que por herança do que a Cúpula defendia até 2000, adoptou o ano de 1935. Já os ANCIÃOS DA IGREJA (12 Mais Velhos) que nos anos 50 estiveram lada a lado com o Dirigente Simão Toco, afirmam com fundamentos de que o mesmo ocorrera em 1950, porque na verdade, em 1935 houve um encontro com Deus, mas na Ilha do Cabo em Luanda, um acontecimento que poucos no Tocoísmo dominam. E os demais Tocoístas aguardam pelo desfecho desta novela, e exigem que haja máxima responsabilidade no tratamento da questão, pois, a Igreja prima única e exclusivamente na verdade e só na verdade. Neste caso concreto: QUEM DEFENDE A VERDADE E QUEM ESTÁ NO ERRO?

II - PRINCIPAIS FONTES QUE SUSTENTAM OS ARGUMENTOS DE RAZÃO DE CADA UM DOS LADOS: 1950/1935

Do levantamento feito pelo GCNET, constatou-se que os argumentos de razão de cada uma das partes são sustentadas com base em fontes primárias, secundárias e terciárias, relativamente aos factos que descrevem o Encontro com Deus em Catete:

A - EPISCOPADO (Igreja do Golf II) - 1935.

1. FONTES PRIMÁRIAS SOBRE O ENCONTRO DE CATETE EM 1935

a. Epístolas do Dirigente Simão Gonçalves Toco

1.1. Não utilizam nenhuma fonte primária para sustentar que o mesmo teve lugar em 1935. Baseiam-se na TRADIÇÃO DOS ANCIÃOS que dirigem a Igreja. E recusam-se em aceitar todas as outras fontes primárias e epístolas do Dirigente que atestam com o seu punho em como o encontro ocorreu em 1950 quando ele esteve no Vale do Loge.;

1.2. O Ancião SIMÃO FERNANDO KIBETA em entrevista na Rádio Tocoísta aos 25.02.2016, afirma que quando elaborou a biografia do Dirigente em 1982, baseou-se numa epístola do Dirigente Simão Toco onde ele escrevera que o encontro foi em 1935, mas que por ora não a possuía, a perdeu, tendo-se visto contrariado quando tomou conhecimento da existência de outras epístolas que narravam de que o encontro havia ocorrido em 1950 e não em 1935. Segundo ele, a sua dúvida somente foi ultrapassada em 2000 com o “regresso espiritual do Pai Mayamona” no corpo do Irmão Afonso Nunes que lhe declarou ter se encontrado com Deus em 1935 e não 1950;

Daqui se pode concluir que o EPISCOPADO não possui fontes primárias sobre o encontro com a data de 17.04.1935. Baseia-se na tradição dos seus responsáveis, neste caso, Afonso Nunes e Simão Fernando Kibeta.

Não havendo nenhuma epístola que data o ano de 1935 como o do encontro de Mayamona com Deus em Catete, fica por se esclarecer, onde o Biografo extraiu a narrativa deste encontro, que infelizmente se assemelha em quase todos, com os dados os das várias narrativas feitas pelo Dirigente nas Epistolas que afirma ser em 1950. Podemos concluir que o nosso Biógrafo equivocou-se apenas no ano e com muita razão, porque de facto há uma tradição dos Anciãos da Igreja que descreve ter ocorrido neste ano de 1935 um encontro com Deus, mas na Ilha do Cabo em Luanda, e não em Cetete, cuja narrativa nada tem haver com o de 1950. São completamente diferentes. Esta contradição será rebatida mais adiante.

• Fontes factuais

Não havendo fontes primárias para sustentarem a ocorrência em 1935 e partindo do pressuposto de que O BIÓGRAFO UTILIZOU A NARRATIVA DOS FACTOS DE 1950, não nos será possível trazermos aqui as fontes factuais deste ano, porque apresentam-se incongruentes, sem nexo lógico e contraditórias. Apenas vamos destacar o seguinte:

• Em 1935 o Dirigente Simão Gonçalves Toco tinha 17 anos de idade e era estudante em Luanda sob tutela da Igreja Metodista, não tendo ainda nenhuma relação directa com os Governantes Portugueses;
• O Governador Geral da Província de Angola de 1935 à 1939 chama-se ANTÓNIO LOPES MATEUS, e não JOSÉ AGAPITO DA SILVA CARVALHO (1947-11 de Junho de 1951);
• Em 1935 Simão Toco não poderia ter como companheiros de viagem sobas da área de Maquela do Zombo, da Damba e 31 de Janeiro, principalmente o Sr Quiala do povo Quincoxe, cujos filhos frequentam a Igreja quer no Golf como no Palanca e podem ser localizados na Tribo da Damba;
• Em 1935 não existia nenhuma Comunidade Metodista em Caconda ou COLONATO AGRÍCOLA DE CACONDA em Waba, pois, este somente foi criado pelo Governo Colonial em 1948.

2. FONTES SECUNDÁRIAS SOBRE O ENCONTRO DE CATETE EM 1935

Vamos encontrar aqui apenas a BIOGRAFIA DO 64º ANIVERSÁRIO do Dirigente elaborado em 1982 à seu pedido pelo Ancião Simão Fernando Kibeta, principal fonte do equivoco no Tocoísmo sobre a real data do encontro de Catete.

3. FONTES TERCEARIAS SOBRE O ENCONTRO DE CATETE EM 1935
• Livros de escritores Tocoístas, nomeadamente, MATURINO PEDRO NZILA (1998), PEDRO SANTOS AGOSTINHO (1999), do Ancião SIMÃO FERNANDO KIBETA (2002), AUGUSTO SALOMÃO (2008) e que dão realce a este acontecimento. Estes escritores Tocoístas que descreveram o Encontro de Catete como tendo ocorrido em 1935, tiveram como fonte a biografia do 64º Aniversario Natalício do Venerável Dirigente elaborado por Simão Fernando Kibeta da então Cúpula de Anciãos e Conselheiros da Direcção Central em Fevereiro de 1982;

• Tradição da Igreja.

B - ANCIÃOS DA IGREJA (12 Mais Velhos) - 1950

1. FONTES PRIMÁRIAS SOBRE O ENCONTRO DE CATETE EM 1950

a. Epístolas do Dirigente Simão Gonçalves Toco

1.1. Epístola datada de 09 de Agosto de 1955, em Kikongo dirigida aos irmãos da Igreja de Benguela e do Vale do Loge descrevendo a origem do poder de Deus que operava nele, face ao surgimento do 5º animal em Baia dos Tigres (João Mancoca e John Cook);

1.2. Epistola do Dirigente Simão Gonçalves Toco dactilografada e rubricada, mais três croquis feitos por si, datada de 31 de Outubro de 1971, dirigida a Igreja e aos irmãos de Catete;

1.3. Epistola do Dirigente Simão Gonçalves Toco a manuscrito com 18 páginas datada de 08 de Novembro de 1971 dirigida aos irmãos Jacob Paulo Chipaia, Eurico Ananás Chingualulo, Fausto Sapalo Eculica, Augusto Domingos, Mariano Martinho, etc, da Igreja de Benguela;

1.4. Epístola datada dos anos 70, em Kikongo dirigida a Igreja toda, onde narra os principais factos biográficos da sua vida;

Obs.: Existem ainda outras epistolas do Dirigente que descrevem este acontecimento como tendo ocorrido em 1950 e não em 1935;

• Fontes factuais

São factos descritos nas narrativas do Dirigente sobre o encontro de Catete em 1950.

• Governador-Geral de Angola Capitão Agapito da Silva Carvalho ;
• Companheiros de viagem de Simão Toco, a saber: 2 sobas da área de Maquela do Zombo; 2 Sobas da Damba e 31 de Janeiro, um era o Soba Quiala do povo Quincoxe, cujos filhos frequentam a Igreja quer no Golf como no Palanca e podem ser localizados na Tribo da Damba; 2 rapazes de Damba mas viviam em Leopoldville e um rapaz do Exército de Salvação;
• Colonato agrícola de Caconda em Waba, criado pelo Governo Colonial em 1948;
• Arbusto e casita que se situa segundo croqui de Simão Toco, no lado direito da estrada que sai de Luanda para Calomboloca;
• Pegada deixada por Deus no local do Encontro.

2. FONTES SECUNDÁRIAS

a. Fontes Escritas

• Registo do manuscrito do Ancião Miguel Lazaro sobre todos acontecimentos registados no Vale do Loge de 1950 à 1959, atestando o dia de saída e de regresso no Vale do Loge na primeira ida de Simão Gonçalves Toco ao Sul de Angola (Caconda);
• Lista dos Governadores-Gerais de Angola de 1575 à 1975, onde se pode verificar quem foi Governador em Angola em 1935 e em 1950;

b. Fontes Orais

• Orientações do Dirigente aos Anciãos da Igreja no Vale do Loge, resultantes do Encontro de Catete;
• Acções de instrução aos Tocoístas da Igreja no Vale do Loge de Maio de diante, aulas que observavam das 20h00 às 04h00;
• As várias instruções que Simão Toco baixou aos Anciãos da Igreja no Vale do Loge e que culminaram com a institucionalização do Tabernáculo na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo em Agosto de 1950 (Realização de Jejum de pedido do Espirito dos Profetas Hebraicos na Igreja, feito no monte de Jesus Cristo);
• Depoimentos dos Anciãos da Igreja sobre o Encontro de Catete em 1950 já divulgadas em 2015:

Pedro Nzila: Primo e Secretário pessoal de Simão Toco desde 1943, projectista do Ntaya e mestre de coro;

Simão Nkosi: primeiro Vate de Zacaria na Igreja desde Julho de 1949; um dos integrantes do Grupo designado em Leopoldville por MAPAPU; substituto de Simão Gonçalves Toco em Mayenge após prisão deste em 22.10.1949; Vate predilecto do Dirigente no Vale do Loge, sendo o único Vate que residia com o Dirigente em sua casa até 16.11.1950 (ainda em vida);

Simão Lukoki: primeiro Vate de Abraão na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo, sendo um dos protagonistas conjuntamente com Simão Mansanza (Vate de Jesus Cristo) no processo que ditou a descida do Espirito dos Profetas e a celebração da Aliança com Jeová Deus para a salvação da humanidade (ainda em vida);

Filemon Nguidi Pedro: Actual Vate principal da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo, sendo Corpo de Mayamona (ainda em vida).

c. Fontes Factuais ocorridos depois do encontro de Catete em Abril de 1950

• Visita no Vale do Loge à campa onde o profeta Moisés foi sepultado (1950);
• Coroação de Nosso Senhor Jesus Cristo no monte de Jesus Cristo (Vale do Loge-1950)
• Descida dos Profetas Hebraicos na Igreja aos 09.09.1950 (Vale do Loge);
• Celebração da Aliança com Deus no Vale do Loge (vale do Loge em 1950);
• Institucionalização do Tabernáculo do Senhor e do Vaticínio na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo com a descida dos Profetas em Setembro de 1950;

3. FONTES TERCIÁRIAS

• Livro de Tocoístas que dão realce a este acontecimento: GCNET: Catete - 1950 (2010);

• Tradição dos Anciãos da Igreja.

III - FACTOS IRREFUTÁVEIS SOBRE OS ENCONTROS COM DEUS EM 1935 E 1950

1. DESCRIÇÃO DA MANIFESTAÇÃO DE DEUS NO ILHA DO CABO EM 1935

O que aconteceu de facto com Mayamona na Ilha do Cabo em 1935?

Segundo os Anciãos da Igreja, enquanto Mayamona estudava em Luanda, regista-se em 1935 a manifestação de Deus, não obstante muitos Tocoístas até aqui não estarem informados sobre os acontecimentos que tiveram lugar neste encontro.
Na verdade, em 1935 Simão Toco esteve desaparecido na Missão Metodista durante uma semana, permanecendo na Ilha do Cabo, privado de alimentos e de tudo, o que causou um grande susto aos superiores da Missão. Quando foi achado no 8º dia, este responde de que “encontrava-me a conversar com o meu Pai (Deus)”. Os factos aí desenrolados até a presente data ainda constituem matéria reservada, apenas de domínio dos Anciãos da Igreja - os 12 Mais Velhos.

E Sobre este encontro, o Ancião Filemon Ngwidi Pedro, Vate Principal da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Vate de Mayamona), descreveu-nos o seguinte numa palestra realizada na Igreja: «A primeira voz de Deus ouvida por Simão Toco não foi em Catete. O que o Dirigente falou em segredo ninguém ainda sabe, salvo os Anciãos da Igreja. Mas quando esteve a estudar cá em Luanda e desaparece durante 08 dias, em que sítio ele se encontrava? Ninguém sabe. Ele esteve ausente 08 dias e o lugar é mesmo aqui em Luanda. Mas se dissermos hoje e mostrarmos, alguém vai dizer: “a final de contas o sítio é no local x” e amanhã vão lá fazer congresso. Este é o segredo que existe entre a Igreja dirigida pelos 12 Mais Velhos e as demais Direcções Tocoístas, os ramos. PORQUE NÓS SOUBEMOS O FUNDO DESTA IGREJA. ESTA IGREJA TEM SEGREDO. Nós vamos começar divulgar as coisas da Igreja como são na realidade - os segredos da Igreja. Jovens, segurem bem a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo. Confirmamos mais uma vez que esta Igreja tem muitos segredos. Nós estivemos no Colonato do Vale do Loge, mas se perguntarmos nesta Igreja quem dormiu três dias no sono, não serão capazes de nos responderem».

Qual o significado desta manifestação de Deus ocorrida na Ilha do Cabo para o Tocoísmo?

Quem é este que desaparece sete dias para “conversar com o seu Pai junto ao mar?”. Trata-se do seu recolhimento para absorver as coisas do alto, revelando o seu poder sobre qualquer tipo de privação. Vide nos Evangelhos o que sucedeu com Jesus quando tinha 12 anos;

Esta teofania encerra da parte de Toco o mistério sobre o «DILEMA DOS BURACOS», um acontecimento que volta registar-se em Simão Toco em 1976/1977 quando desaparece das vistas de todos. Aqui bem sabemos que ele encontrava-se a tratar das coisas do porvir do mundo;

Neste encontro com Deus, não só Toco é submetido a um processo de preparação divina para o cumprimento da sua missão, mas também recebe uma série de informações que lhe ajudam a tomar decisões, visto que depois deste encontro, revela ao seu colega Agostinho Neto de que “seria o futuro Presidente de Angola”, posição que reiterada em 02.12.1962, em Agosto de 1979 e em 1980/82. No ano seguinte (1936) é quando teve o privilégio de visitar a Cidade Santa do Grande Rei (Vale do Loge).

2. DESCRIÇÃO DO ENCONTRO COM DEUS EM CATETE EM 1950

Passavam-se apenas TRÊS MESES desde que os Tocoístas haviam sido expulsos do Kongo Belga e repatriados para Angola e DOIS MESES de estadia no inóspito Colonato do Vale do Loge, sem condições de habitabilidade (um outro grupo de Tocoístas foi desterrado em Luanda no Bairro Indígena-Congolenses), onde por ser ainda uma mata fechada, muitos dormiam ao relento. E enquanto construíam as suas residências de capim e criavam-se outras condições infraestruturais, o serviço da Igreja resumia-se na realização de orações, sem contudo trabalhar-se já na organização da mesma, apesar dos cultos que eram celebrados aos domingos.

E foi neste ambiente sócio religioso que ocorre o encontro de Simão Gonçalves Toco com Jeová Deus aos 17 de Abril de 1950 em Catete, que hoje se apresenta como o mais mediatizado das manifestações de Deus na Igreja. Em Madian, Deus falou com Moisés, por intermédio da sarça-ardente e que não se queimava, mas com Toco Deus falou cara-a-cara junto de um arbusto. Êxodo 3:1-10.

Para melhor ilustração do que sucedeu, eis a descrição que o Dirigente Simão Gonçalves Toco fez sobre o encontro com Deus em Catete, extraída da sua epístola de 31.10.1971, que deve ser confrontada com a epístola de 08.11.1971 e a de 09.08.1955:

Epístola de 31.10.1971: «Uma pequena conversa com os meus irmãos naturais de Catete5. Quero contar-vos uma pequena história que aconteceu na vossa terra em 1950 no mês de Abril. O Senhor Governador, já falecido, que governou Angola durante 8 anos cujo o nome, Senhor Governador Agapito da Silva Carvalho, tinha determinado para que os sobas do Norte de Angola fossem para o Sul visitar o serviço agrícola no Colonato de Caconda. Eu também fui avisado para fazer companhia daquele, digo, para fazer parte daquele grupo. Eram 8 pessoas tais como: 2 sobas da área de Maquela do Zombo, não sei se eram também religiosos, porque não faziam parte das orações nas horas de alimentação. 2 Sobas da Damba e 31 de Janeiro, o da Damba era Protestante que tinha o nome de Soba Quiala do povo Quincoxe, se não me engano, o outro era Católico de 31 de Janeiro. 2 rapazes de Damba mas viviam em Leopoldville, mas verdadeiramente eu gostei muito dos dois, pois, foram muito amigos e respeitosos para todos. Mais um rapaz de L’arme du Salut (Exército de Salvação), quer dizer, da religião com o nome de Arma de Salvação em Leopoldville e esse rapaz, creio que era de Maquela do Zombo. De modo (que) nós todos éramos 8 pessoas. Eu saí do Colonato do Vale do Loge e encontrei-os no Negage, onde ajuntamo-nos nós todos e seguimos para Lucala com o Senhor Administrador que nos acompanhou. De Lucala para Luanda e de Luanda para Catete onde permanecemos 3 dias. Comíamos no Hotel, mas a hospedagem era numa pequena casa de um quarto e mal cabia para nós todos. Era uma casita, julgo que era ou tinha antigamente um motorzinho para a electricidade, não sei bem.

Essa casita dista pouco mais ou menos uns 200 ou 300 metros da Administração do caminho que vai até as lojas. Bem, mas eu estou falando de Catete antigo. Naquele tempo do ano de 1950, as lojas naquele tempo creio que eram apenas 4. Essa casita estava no caminho ou atalho que seguia para as lojas. Mas meus irmãos, passou lá naquela casita uma coisa engraçada… No último dia, jantamos como de costume e fomos dormir, qual dormir e quem dormiu? Nunca vi na minha vida milhares ou milhões de mosquitos como naquela noite em Catete. Tinham nos emprestado o mosquiteiro, mas mesmo assim foi impossível dormir. As 4 horas de manhã falei ao Soba Quiala para sairmos para tomar o ar, ele disse que não saia porque estava cansado. E falei aos outros também não queriam, principalmente o rapaz da Arma de Salvação, era um rapaz esquisito, não gostávamos dele e tinha maus costumes. Levantei-me e sai para fora e ao mesmo tempo senti necessidades… Dei uma volta atrás da casita uns 8 ou 10 metros perto de um arbusto, comecei a (desa)botoar-me e quiz sentar, vi nos meus olhos carnais e não espirituais um vulto atrás do arbusto que me chamou: “Simão!”. Eu respondi, “Senhor” e abotoei-me no mesmo tempo. Irmãos, eu sou conhecido como maluco, mas peço-vos para darem atenção a minha conversa e se quiserem acreditar que acreditem e se não quiserem acreditar que fiquem nas vossas… Vi um clarão, a noite mudou de cor. Não era dia, não era noite e vi perfeitamente a cara dele. Era um mestiço com a idade pouco mais ou menos 30 ou 35 anos de idade. Ajoelhei-me e ele deu-me a sua mão e disse: “Simão, conheces-me?”. Eu disse “…, sim Senhor. Conheço o Senhor”.

Ele disse-me: “Quem sou?”. Mas eu tinham também a coragem, porque se não fosse assim eu fugia, fugia, mas atraiu-me… Eu respondi: “És o Cristo”. Ele riu-se e disse: “Não Senhor, não acertaste. Eu não sou o Cristo, mas …” e tornou a dizer-me: “Eu conheço todos que estão nesta casita. Uns são Católicos e outros Protestantes, mas diga aos teus irmãos ou amigos que durante a vossa viagem, em todas as horas que comerdes alguma coisa, os católicos orem segundo a maneira deles e vós Protestantes também orareis segundo a vossa maneira, mas eu sei o que está se passando neste mundo. Não tenhas medo, vou me embora. Mas não esqueças Simão, que durante toda sua vida, eu porei dentro de ti uma coisa que tu não saberás, nem tão pouco o mundo todo saberá. Guarda essas palavras” e deixou uma pegada perto daquele arbusto. Despediu-se, alias, despedindo-se, desapareceu no mesmo lugar e a noite escura veio outra vez. Voltei para a casita e era quase de manhã7. Amanheceu e falei aos meus irmãos somente o caso da oração, mas não lhes disse nada do acontecimento. Não sei se aquela casita continua ou está destruída. Tem continuação, que é o desenho. Palavras junto ao papel de desenho. “Em Leopoldville eu disse que fugíssemos para a nossa terra e fugimos, atrás arrebentou a guerra. Agora vamos fugir outra vez, não só os Tocoístas, mas todos os verdadeiros cristãos de todas as religiões. Para onde? Para Congo ex-Belga? Não irmãos, mas sim para as alturas encontrarmo-nos com o Cristo, e o que nos resta saber é o dia da vinda para vir levar os seus fiéis e o mundo o que será?”. 1º Tessalonicenses 4:13-18. Qual é o fim? Romanos 1:1,7-32».

Epístola de 08.11.1971 dirigida aos irmãos Jacob Paulo Chipaia, Eurico Ananás Chingualulo, Fausto Sapalo Eculica, Augusto Domingos, Mariano Martinho: «Em Abril de 1950, o Estado determinou para os sobas do norte irem para o sul da Província conhecerem e visitarem o Colonato de Caconda em Waba. Eu também do Loge fui avisado e fomos para lá 08 pessoas. 4 Sobas, eu e 3 rapazes. Saímos do norte para Lucala; de Lucala para Luanda; de Luanda para Catete onde permanecemos 3 dias. No último dia, fomos jantar no Hotel daquela Vila e dormimos numa casita que possuía um motor de electricidade segundo creio. Mas, tenho a certeza, que durante a noite não dormimos, digo, não podíamos dormir por causa dos mosquitos aos milhares embora terem nos emprestado o mosquiteiro, não podíamos dormir. E as 04 horas de madrugada falei com o soba que era também protestante de nome Quiala da Damba, para sairmos para fora tomar o ar, mas respondeu-me que estava cansado, não quis sair. Falei aos outros também não quiseram sair e eu sai sozinho e ao chegar para fora, senti necessidade de evacuar e afastei-me um pouco da casita que estava no meio do capim. Afastei-me a uma distância de 08 a 10 metros perto de um arbusto e comecei a desabotoar, quis sentar, surgiu atrás um vulto que me chamou - “Simão”, eu respondi, Senhor. Meus irmãos senhores Jacob, Fausto, Augusto, Mariano. Façam-me o favor de darem-me atenção no que vou contar-vos. Não é mentira, mas é uma coisa real que me aconteceu em Abril de 1950 na Vila de Catete 60 km de Luanda. Levantei-me e abotoei-me, não consegui mais evacuar e vi logo um clarão e vi a cara do homem que me chamou e ajoelhar-me diante dele. Era mestiço aparentando ter uns 35 anos de idade. Mas o que sucedeu, perdi o medo e tive muita coragem em vê-lo. Ele perguntou-me: “Simão, conheces-me?”. Eu respondi. “Sim Senhor, conhece-o, és o Senhor Jesus Cristo”. É claro, respondi-lhe assim porque quem é este mulato ou mestiço, mesmo que fosse meu amigo, naquela hora vinha ter comigo no meio de capim? Eu vou fazer desenho do antigo Catete em 1950 que tinha apenas poucas casas. Ele riu-se e disse: “Sou o Cristo? Não acertaste, mas, mas eu sou…, ..., ..., ..., ..., ..., ... Eu sei tudo o que está se passando neste mundo. Vós que estais nesta casita sois 8, não é verdade? Mas diga aos teus irmãos ou amigos, embora têm credos diferentes, protestantes, católicos e L'arme du Salut, (Exército de Salvação), todas as vezes que comerdes, devereis orar cada um a sua maneira de orar, eu tenho ouvido todas as orações boas e más, mas tu Simão, não esqueças em toda a tua vida o que te vou dizer: Porei dentro de ti uma coisa que tu não saberás, nem tão pouco o mundo todo saberá”. Deu-me a sua mão direita e despediu-se de mim, e desapareceu no mesmo lugar, o clarão desapareceu e tornou outra vez escura. Voltei para casita e era 05 horas quase amanhecer. E eu disse aos meus amigos o caso da oração, mas não lhes informei o que me tinha acontecido, porque o mundo gosta acreditar vendo. Se o soba saísse para fora comigo, seria minha testemunha ocular, de modo que, meus irmãos, não sei o que é aquilo que ele pôs em mim, não sei e o mundo também não sabe e nem saberá. Estou guardando até hoje aquelas belas palavras que os meus ouvidos ouvir».

Estadia do Dirigente e comitiva no Sul de Angola depois de passarem por Catete em Abril de 1950

Atendendo que a comitiva tinha como destino o Colonato Agrícola de Caconda em Waba, na sua epístola de 08 de Novembro de 1971, o Dirigente descreve o que lá se realizou.

“Continuando a viagem com o Senhor Administrador que acompanhou-nos para Caconda, visitamos Caconda. Estivemos em Waba metade do dia. Almoçamos lá e tive conversas com alguns nativos, mas acharam uma grande diferença entre nós os oitos e perguntaram-nos se éramos Protestantes ou Católicos, pelo que respondi de que estávamos misturados. Conversaram connosco, todos os 8, mas gostaram de conversar mais comigo, perguntando-me se eu também era Católico ou Protestante e respondia sempre que era apenas uma pessoa que amava a Deus, mas não era Protestante, nem Católico. Ficaram muitos admirados. Como uma pessoa adora Deus sem ser Protestante ou Católico? Por essa razão, comecei a explicar-lhes, que, deles, o mais alto era protestante, os rapazes também eram Protestantes, os três sobas eram Católicos e um dos rapazes era do Exército de Salvação. Conversavam com todos, mas gostavam conversar mais comigo. Despedimo-nos com eles e um deles de nome Hime, perguntou-me o nome e dei-lhe o endereço e disse-lhe que se quisesse, voltaria outra vez para Caconda e ficaram cheios de saudades comigo principalmente. Estivemos em Caconda uma semana e voltamos para as nossas terras no mesmo ano e o serviço de Deus espalhou-se na maior parte do norte…”.

Epístola de 09.08.1955: “Makonka e outros tiveram sorte e no que dizem de que “estou endemoniado com o mau espirito ”. Eles receberam o poder deste mundo para realizarem o serviço de Jesus. Eu porém, quem concedeu-me este poder, neste mundo ninguém o conhece. Estes são as coisas que “Ele” me dissera. Em Catete 1950 disse-me: “oh Simão, coloquei o meu verbo dentro de ti. Tu não saberás, ninguém também saberá. Hão-de considerar-te um burro. Todos eles, brancos e negros hão-de questionar: ‘mas o que será que ele tem?’”.

Epístola dos anos de 1970 em Kikongo onde o Dirigente traça a sua biografia: “Em Janeiro de 1950 viemos a nossa terra de Angola. No quarto mês (Abril) deste mesmo ano de 1950, fomos a Caconda. Quando chegamos a Catete, falaram-me de que “escondi dentro de ti alguma coisa e que tu não podes saber ou conhecer bem, assim como todos não podem conhecer bem”. Desde 1943 até 1949, ano em que fomos presos, o número de membros do Coro multiplicou-se. Na verdade, o Coro tornou-se uma Igreja. Em 1946 éramos mil (1.000) Coristas e não tardou, o Coro aumentou, atingindo três mil (3.000). As pessoas creram em 1950 e converteram-se no Norte, Sul e Caconda e o seu número atingiu os oito mil (8.000) Tocoístas. Neste momento não sabemos quantos somos, por não haver correspondência. Deus disse-me: “Escondi uma coisa dentro de ti e que tu não hás-de saber, muito menos as pessoas”. Se perseverarmos em Deus, quando o mundo for transformado e tornar-se no novo mundo dos crentes, o próprio Deus nos mostrará a coisa (palavra) ou seja, o segredo que escondeu, porque mesmo eu próprio não sei. Colosenses 1:26-27 e 2 Timóteo 2:1-12 . Mas recordai-vos que o Nosso Senhor Jesus Cristo, o seu nome é Verbo (palavra) na língua portuguesa. “No princípio era verbo, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus”. Leiam em Provérbios 8:22-36 e S. João 1:1-4 . Apesar de que vos tenho enviado os cumprimentos, estas são as minhas últimas palavras, e as boas novas para vós. Deus colocou a sua palavra ou seja, o seu segredo à todos os seus crentes. Convém que resisti, perseverai e fugi o gozo deste mundo. Quanto a palavra desprezada por todos neste mundo, é a que nos conduz até ao fim. Quem tem ouvido que oiça. Misepa. Amem”.

Estas foram as descrições fieis das epístolas do Dirigente Simão Gonçalves Toco sobre o sucedido em Catete, localidade onde no dia 17 de Abril de 1950, Deus reafirmara o voto de confiança ao seu servo Mayamona nas missões que cumpria no mundo.

3. MAPAS DO LOCAL DO ENCONTRO EM 1950 DESENHADO POR SIMÃO GONÇALVES TOCO

Para além da descrição do sucedido, o Dirigente decide elaborar uma espécie de croquis de localização do lugar onde ocorreu o encontro em 1950, ele faz questão de pôr o ano do encontro: 1950. Dos quatro croquis que faz, um apos recepção foi carimbado pela Igreja e outro foi rubricado por ele. Aí ele destaca:

a. A linha férrea e a estação de Comboios em Catete: o local do encontro situava-se do lado direito no sentido Luanda-Calomboloca, depois da estrada asfaltada;
b. O hotel;
c. A Administração próximo da estrada que liga Luanda-Calomboloca;
d. Depois do asfalto, um atalho com uma casita, arbusto e lojas, apontando ser ai o local do encontro.
e. Escreve também: “Em Leopoldville eu disse que fugíssemos para a nossa terra e fugimos, atrás arrebentou a guerra. Agora vamos fugir outra vez, não só os Tocoístas, mas todos os verdadeiros cristãos de todas as religiões. Para onde? Para Congo ex-Belga? Não irmãos, mas sim para as alturas encontrarmo-nos com o Cristo, e o que nos resta saber é o dia da vinda para vir levar os seus fiéis e o mundo o que será?”. 1º Tessalonicenses 4:13-18. Qual é o fim? Romanos 1:1,7-32».

IV - NOVOS EQUIVOCOS LEVANTADOS EM 2015 FACE A PUBLICAÇÃO DAS EPISTOLAS DO DIRIGENTE DE 1971

1. O Dirigente havia por lapso se enganado do ano do encontro de Catete, escrevendo 1935 ao invés de 1950, isto, devido ao estado psicológico (perda de memória) resultante das inúmeras adversidades que a PIDE lhe submetera: sofrimentos, maus tratos e torturas.

Pelas seguintes razões pensamos que o Episcopado foi infeliz ao optar por esta via, ao invés de assumir o equívoco que o biógrafo cometera em 1982 ao induzir o Dirigente em em ter cometido erro.

a. Há factos que não é possível serem manipulados sobre o encontro de Catete e que atestam a data de 1950, dentre os mesmos, os seguintes:

• A narrativa do encontro de Catete que consta na Biografia de 1982 elaborada pelo Ancião Simão Fernando Kibeta, é a mesma escrita pelo Dirigente em 31.10.1971. Ele em 1982 apenas troca o ano. E esta narrativa, tal como a Igreja hoje continua usa-la, só a compromete, porque revela claramente o erro que a mesma comete ao continuar a negar o ano de 1950. Hoje o Ancião Kibeta afirma publicamente que serviu-se de uma epístola com o ano de 1935 que já não a possui mais, mas também reconhece as epístolas que referem o ano de 1950. Sua dúvida só termina em 2000 com o aparecimento do Pai Mayamona no Bispo Afonso Nunes. A Epistola de 1935 deve ser publicada para se tirar a limpo este equívoco;

• Em 1935 a Igreja Metodista não possui nenhuma congregação em Caconda e Toco diz que em 1950 la foi como Agricultor de um Colonato, o Vale do Loge e não como jovem Evangelista da Igreja Metodista;

• Toco nas suas Epistolas diz que partiu do Colonato do Vale do Loge de onde saiu no dia 10 de Abril de 1950 e regressou no dia 05.05.1950, passando por Negage, Lucala até Catete. Este percurso foi omitido na biografia de 1982, revelando haver aqui um equivoco;

• Também não cita os companheiros de viagem, muito menos quem o convida para ir a Caconda, o Governador-Geral Capitão Agapito da Silva Carvalho.

b. O argumento da rectificação da data não cola, porque desde 09 de Agosto de 1955 que Simão Toco vinha escrevendo de que o encontro de Catete registara-se em 1950. Nesta altura, os maus tratos e torturas ainda não lhe haviam causado a amnesia (perca de memória) que agora se argumenta para defender o equívoco. Alias, não foi o Dirigente quem redigiu a biografia, mas sim o Ancião Kibeta;

2. Questionamento do Jornalista Sebastião Ndombaxi ao Ancião Simão Fernando Kibeta, o biógrafo do 64º aniversário do nascimento do Dirigente em 1982: “NESTA BIOGRAFIA FEITA JÁ COM A PRESENÇA DO VENERÁVEL DIRIGENTE, HÁ DADOS QUE RESSALTAM QUE É IMPORTANTE QUE AS PESSOAS SAIBAM, É A RECTIFICAÇÃO DO ANO DO ENCONTRO DE CATETE, PORQUE NA CARTA DOS AÇORES VEM 1950, TAL COMO VÁRIOS LAPSOS QUE NALGUMAS VEZES, DADA A INTENSIDADE E O VOLUME DE CARTAS QUE RECEBIA, O NOSSO AMADO PAI TERIA PASSADO. MAS 1982 QUANDO ELABORA A NOVA BIOGRAFIA, JÁ VEM COM O ANO DE 1935. QUEM DÁ, É O PROFETA?”

c. O irmão Sebastião Ndombaxi na sua entrevista passada no ar em 25.02.2016, foi infeliz, porque o seu interlocutor, o Ancião Simão Fernando Kibeta, não conseguiu responder-lhe a pergunta sobre a fonte do ano de 1935 que ele coloca na biografia: “Quem dá, é o profeta?”. O Ancião Simão Fernando Kibeta depois de muitas curvas e contra curvas, diz:

“Deixa-me dizer o seguinte e eu vou dizer isto com segurança e propriedade. Antes do regresso espiritual de Sua Santidade o profeta Simão Gonçalves Toco, chegou de passar em minhas mãos uma carta do nosso Dirigente que falava sim que o seu encontro em Catete foi em 1950. Mas também eu cheguei de ler, chegou de passar em minhas mãos uma outra carta que falava de 1935 e sinceramente falando, na altura quando eu lia uma e outra carta, eu questionava-me à mim mesmo: ‘MAS COMO É QUE FOI ISTO? COMO É QUE FOI? ESSA DIZ QUE É 1950 E ESSA DIZ QUE É 1935?’. Quando depois do ano 2000, definitivamente ele diz que foi em 1935, eu não tive dúvidas nenhuma. Agora deixa-me dizer o seguinte. Tenho estado a procura desta carta que fala 1935, eu não estou a inventar nada e até tenho comentado com muitas pessoas: eu cheguei de ler a carta do nosso Dirigente que fala de 1935, cheguei de ler. Mas quando ele vem no ano de 2000, tirou-nos a dúvida entre 1950-1935, que foi 1935. Isto por um lado. Por outro lado, eu como tenho a convicção, tenho a certeza que é verdadeiramente o Dirigente que está connosco, então quando afirma que é 1935, eu não tenho como duvidar. Duvidar que é 35, é duvidar que é Simão Gonçalves Toco que está presente. Portanto, foi em 17 de Abril de 1935”.

Esta declaração só veio equivocar ainda mais o que já estava equivocado, como abre precedentes muito graves sobre a origem da data de 1935 na biografia de 1982, causa deste problema. Quando o biógrafo do Dirigente de 1982, que remete o Tocoísmo na confusão do ano real do encontro de Catete se equivoca desta maneira, é porque o assunto é mesmo sério e mexe com a estrutura.

CONCLUSÃO

Para este ano ficamos por aqui.

1. O encontro de facto foi uma bênção para os Tocoístas e não é o que está em causa. Mas os argumentos de razão para a defesa da data de 17.04.1935 não convence os Tocoístas, porque está baseada na convicção de uma só pessoa que procura contrariar o Dirigente dos Tocoístas~;

2. E diante de uma simples pergunta sobre “quem dá a data…?” quando em 1982 o Ancião Kibeta elabora a biografia do Dirigente, eis que ele esquivou-se tanto, fugindo da pergunta, ao ponto de responder de que a sua dúvida sobre a data de 1935 que ele colocou na biografia do Dirigente, somente lhe foi tirada em 2000 com “regresso espiritual de Sua Santidade o profeta Simão Gonçalves Toco”, 18 anos depois de ter mergulhado o Tocoísmo no equívoco com uma biografia que elaborara com dados duvidosos.

3. Até provas em contrário, e se divulgue a carte com a data de 17.04.1935 para se tirar a limpo este equívoco e ser confrontada com factos credíveis, o único autor da data de 1935 é o Ancião Simão Fernando Kibeta (o biógrafo), corroborado pelo seu “Pai Mayamona em espirito”.

A BEM DA IGREJA

Luanda, aos 15 de Abril de 2016.

Autoria: NOVA ESPERANÇA TOCOISTA

ANEXOS
1. REGISTO DA SAIDA E REGRESSO DE SIMÃO GONÇALVES TOCO DO COLONATO DO VALE DO LOGE QUANDO FOI AO SUL PELA PRIMEIRA VEZ

O encontro de Deus com Simão Gonsalvês Toko em Katete, foi em 1935 ou 1950?

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