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Portal da Damba e da História do Kongo

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Uíge perspectiva boa colheita

Publicado por Muana Damba activado 29 Noviembre 2015, 21:37pm

Etiquetas: #Notícias do Uíge

Fotografia: António Capitão | Uíge
Fotografia: António Capitão | Uíge

Por António Capitão

A província do Uíge perspectiva boa safra na presente campanha agrícola, aberta na fazenda Alexandre e Filhos, região do Baixo Loge, arredores da sede provincial, pelo vice-governador para o sector económico, Carlos Mendes Samba.

O director provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) no Uíge, Eduardo Gomes, disse que, para a campanha agrícola 2015/2016, foram preparados 526 mil hectares de terra para o cultivo da mandioca, banana, batata-doce e rena, feijão, milho, amendoim, gergelim, abóbora e hortaliças.


A previsão da colheita é de mais de sete milhões de toneladas de alimentos diversos. O responsável destacou os insumos e inputs agrícolas que o IDA recebeu do Ministério da Agricultura e já estão a ser distribuídos aos produtores.


Para superar os seis milhões de toneladas colhidos no ano passado, a época agrícola 2015/2016 está a ser melhor preparada pelos agricultores, associações e cooperativas de camponeses, sublinhou Eduardo Gomes. São, no total, 285 famílias, 1.125 associações e oito cooperativas de camponeses, além de grandes produtores.
“Um grande esforço está a ser feito para o aumento da produção agrícola na região por parte dos agricultores, administrações municipais e Governo Provincial. Tendo em conta ao actual cenário económico, o sector foi eleito como alternativa para a diversificação económica”, disse.


Eduardo Gomes afirmou que existe um projecto direccionado para o aumento da produção de hortícolas, sobretudo o tomate, cebola, alho, cenoura, pepino, repolho e pimentos, tendo em conta que mercado local é apoiado pelas províncias de Luanda e Cuanza Sul.

Culturas estratégicas

O director provincial da Agricultura, Éric Lussoki, disse que a presente campanha agrícola vai incidir em culturas estratégicas e tradicionais da região e permitir o fomento de zonas de alta produtividade. Afirmou que, com as condições climatéricas favoráveis e a fertilidade dos solos, os objectivos traçados vão ser alcançados.
“O relançamento da produção agrícola, sobretudo a de grande escala, através de um trabalho mecanizado, surge como alternativa viável para a diminuição da importação de alimentos”, disse. O vice-governador provincial para o Sector Económico do Uíge, Carlos Samba, referiu que a aposta do Executivo na construção e reabilitação de estradas nacionais e das vias de acesso ao interior dos municípios e comunas visa desenvolver a agricultura.


Carlos Samba considerou necessário aproveitar as potencialidades climatéricas, solos e recursos hídricos para a produção de alimentos para consumo local, abastecer outras regiões e permitir que as famílias, associações e cooperativas de camponeses aumentem os rendimentos e contribuam ainda mais no aumento das receitas fiscais.


“No momento actual, apesar das dificuldades, torna-se imperativo apostarmos na agricultura para produzirmos os nossos alimentos, pouparmos divisas com as importações e aumentarmos as exportações não petrolíferas. A melhoria da produção agrícola em termos quantitativos e qualitativos constitui um factor de atracção de investimentos para a indústria transformadora na província”, disse. O vice-governador reiterou o compromisso do Governo Provincial em continuar a desenvolver acções e programas que garantam o desenvolvimento da agricultura na região.

Agro negócios

O empresário Alexandre dos Santos encontra na agricultura uma nova fonte de rendimentos, além da loja que possui. Na fazenda Alexandre e Filhos, com 176 hectares, o agricultor, que decidiu apostar na actividade há oito anos, produz mandioca, feijão, banana, milho e hortaliças.


Este ano, foram cultivados e lavrados mais de 100 hectares, 30 dos quais destinados à mandioca. As frutas ocupam uma área de 20 hectares e as hortaliças os restantes 50 hectares. Além da actividade agrícola, o fazendeiro dedica-se à pecuária e possui 37 cabeças de gado bovino, 78 suínos, e mais de 300 aves, como galinhas, patos, gansos, pombos e perus.


No rio Loge, Alexandre dos Santos desenvolve a pesca artesanal e obtém rendimentos substanciais com a comercialização do pescado. A fazenda Alexandre e Filhos garantiu 45 novos postos de trabalho e tem sido a principal fornecedora local de hortaliças aos mercados da cidade.

Pedido de apoios

Para a presente campanha agrícola, vão ser desbravados mais 50 hectares para o cultivo da batata-doce e rena, soja, gergelim, abóbora, abacaxi, feijão, amendoim, milho e mandioca. Alexandre dos Santos pede mais apoios, como financiamento bancário, tractores e suas alfaias, para mecanizar a actividade e aumentar a produção agrícola.


“Ser agricultor é uma paixão antiga que agora consegui desenvolver e que dá para viver. Por mês, são colhidas e vendidas mais de 20 toneladas de produtos diversos. Decidi colocar em prática as minhas ideias. Agora, as ambições são maiores e começo a sentir a necessidade de apoio por parte do Governo e das instituições bancárias”, disse.


O director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Éric Lussoki, destacou a iniciativa do empresário e disse que a fazenda Alexandre e Filhos é prova da participação do sector privado no desenvolvimento do sector na região, tendo em conta as aspirações do Executivo e da população em diversificar a economia.

Via JA

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