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Portal da Damba e da História do Kongo

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«Não vou a lado nenhum, sou da FNLA até a minha morte»

Publicado por Muana Damba activado 3 Octubre 2015, 15:35pm

Etiquetas: #Notícias do país

«Não vou a lado nenhum, sou da FNLA até a minha morte»

Por Baldino Miranda

O Semanário Angolense (SA) conversou esta semana com o porta-voz da FNLA, Laís Eduardo, sobre quem correm rumores de que está prestes a deixar a organização que voltou a recebe-lo depois de um afastamento inglório que o levou para a Nova Democracia (ND). Nesta conversa, aproveitamos abordar outros problemas inerentes à vida interna daquele que é um dos partidos mais polémicos na nossa praça política

Lais Eduardo, porta-voz da Frente Nacional para Libertação de Angola (FNLA) está a ser alvo de rumores segundo os quais está de malas feitas para ingressar no partido recentemente criado por Quintino Moreira, Aliança Patriótica Nacional, a convite do próprio presidente com quem já trabalhou na extinta ND.


Para confirmar tais rumores, o SA foi esta semana ao encontro do político, que por sinal foi igualmente porta-voz da Nova Democracia quando em 2011 trocou a sua FNLA por aquela organização política liderada por Quintino Moreira.


Quando contactado, o visado foi peremptório ao afirmar que tais rumores não passam de insinuações, são informações que não têm qualquer sustentabilidade porque, disse, não tem motivos de abandonar o partido em que milita há quarenta anos.


«Quero primeiramente agradecer ao Semanário Angolense pela oportunidade que me concede para me pronunciar em relação aos rumores que fazem sobre a minha pessoa. Os rumores não passam mesmo de insinuações, pois estou na FNLA onde eu milito há mais de quatro décadas. Não tenho pretensões de sair da FNLA para uma outra força política», esclareceu, recordando que a sua saída do partido em 2011 foi fruto de contradições internas no seio da organização, tendo seguido outro rumo mas depois do sucedido teve o aconselhamento de toda a camada militante da FNLA que o convidaram a regressar às fileiras do partido histórico.



«Fui bem recebido, inclusive pelo o presidente Lucas Ngonda. Enquanto a FNLA existir é nela onde estarei até aos últimos dias da minha vida. Não faz fé os rumores que apontam a minha eventual saída para a Aliança Patriótica Nacional». Relativamente ao convite de que se fala, referiu: «gostaria de salientar que não recebi convite algum para fazer parte da APN.



A lei dos partidos políticos vigente proíbe a dupla militarização e sendo assim, tive que cumprir com o que a lei dos partidos políticos orienta. Escrevi a 29 de Maio de 2014, já há mais de um ano e quatro meses aproximadamente, ao Tribunal Constitucional em relação ao meu regresso à direcção do partido e isso é prova bastante para mais uma vez dizer que não corresponde a
verdade esta informação», reiterou, adiantando que não gostaria de entrar na abordagem sobre a sua relação com o partido ou o presidente daquela formação política.


«Mas, para não deixar uma sombra de dúvida, devo dizer que tenho uma boa relação com o Quintino Moreira; não há qualquer problema pois conheci-o nas lides política já desde os idos anos 90. Temos relações humanas excelentes e nada mais», adiantou, lembrando que os dois tiveram um percurso comum e numa dada altura este percurso terminou e cada um seguiu a sua direcção.

Via S.A

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