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Homenagem: FNLA quer monumento aos “Heróis de 15 de Março” em Ambuila

Publicado por Muana Damba activado 10 Septiembre 2015, 13:07pm

Etiquetas: #Notícias do país

Homenagem: FNLA quer monumento aos “Heróis de 15 de Março” em Ambuila

Por Ireneu Mujoco

O presidente da Associação dos Antigos Combatentes (AAC) da FNLA, Lino Ucaca, anunciou recentemente, em Luanda, a construção de um monumento em Nova Caipemba (Ambuila), no Uíge, para os combatentes do Exército de Libertação Nacional de Angola(ELNA), tombados no dia 15 de Março de 1961

Em declarações exclusivas a O PAÍS, o responsável explicou que a ideia visa honrar a memória de todos os “heróis anónimos” do antigo braço armado da FNLA, que morreram no início da luta armada de libertação nacional contra o colonialismo português, nesta região do Norte de Angola.

Lino Ucaca, que esteve na província do Uíge, onde a instituição que dirige realizou a II assembleia geral ordinária, em finais de Agosto, acrescentou que o actual cemitério desses heróis em Ambuila será transformado em monumento e que os estudos do projecto estão já avançados.

Segundo a fonte, presentemente está-se a elaborar uma maquete que definirá o projecto a ser erguido nesta região, onde o ELNA desencadeou a sua luta contra o regime colonial de Oliveira Salazar.

Lino Ucaca revelou que, depois da elaboração da maquete, o próximo passo será o angariamento de fundos junto dos associados e também de algumas instituições congéneres com as quais a AAC tem protocolos de cooperação. No Ambuila, segundo Lino Ucaca, estão sepultados os combatentes da liberdade; Pedro Vida Garcia, José Mateus Lello, Pedro Santos Rodrigues (Pedro Sadi), Manuel Pedro Bernardo, e outros. Para além destes, há ainda outros enterrados na comuna de Madimba, na província do Zaire.

A fonte deste jornal reconheceu as dificuldades financeiras que a associação enfrenta, agravada com a crise financeira que o país vive, mas, apesar desta situação, o projecto será concretizado a (curto, médio ou longo prazo), garantiu.

Para a fonte, a sua instituição não está preocupada com o horizonte temporal que poderá levar a edificação do monumento, mas, o “mais importante é que a construção arranque logo que houver dinheiro”, afirmou.

Apesar do arranque do aludido projecto estar condicionado à existência de verbas, Lino Ucaca acredita que o propósito será alcançado, numa altura em que há sinais evidentes de pessoas singulares que pretendem contribuir com meios financeiros ou materiais.

Segundo dados estatísticos avançados pelo presidente da AAC, mais de cinco mil antigos combatentes estão sem Fundo de Pensão e Reforma Militar, cujos processos foram remetidos, há vários anos, ao Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria (MACVG), onde aguardam pelo devido tratamento.

Em função desta situação, segundo Lino Ucaca, a maior parte dos antigos combatentes, acima dos 60 anos vive na mendicidade, e aos poucos estão morrendo, não pela sua avançada idade, mas devido à miséria.

Acrescentou que, por falta de meios financeiros, muitos destes antigos militares que deram o máximo de si para combater o colonizador, vivem sob dependências de terceiros, situação essa que a fonte considera preocupante. “ Não é bom que um antigo combatente viva nestas condições”, desabafou.

Concluiu dizendo que muitos destes quando morrem são enterrados sem as mínimas condições à dimensão de um combatente da liberdade que deu toda a sua juventude em prol da pátria.

Via Opais

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