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Portal da Damba e da História do Kongo

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Página de informação geral do Município da Damba e da história do Kongo


A Damba quer actos e não verborreia estéril.

Publicado por Muana Damba activado 24 Septiembre 2015, 17:26pm

Etiquetas: #Coisas e gentes da Damba

A vila da Damba, com o Banco BPC a ser inaugurado brevemente. Imagem do Muana Damba

A vila da Damba, com o Banco BPC a ser inaugurado brevemente. Imagem do Muana Damba

 A Damba quer actos e não verborreia estéril.

Por Miguel Kiame

O Mais Velho Tungo tem dito: “E nsi yi muntu”. Este axioma popular é a base daquilo que hoje se afirma de forma pomposa de que o capital humano é o elemento essencial e diferenciador do desenvolvimento de qualquer sociedade.

A visão do desenvolvimento assenta, como é secularmente consabido, nas pessoas. Contudo, o capital humano não se resume numa soma aritmética de pessoas de uma determinada sociedade. Da mesma forma que se afirma que “não basta ter inteligência para não ser parvo”, também não basta ter pessoas para elas constituírem capital humano. É fundamental que se invista nelas ou que elas próprias invistam em si mesmas no campo da educação para que se agregue conhecimento, técnica, competência e know how e, desta forma, obter ganhos de produtividade, factor determinante e diferenciador da competitividade.


Por outro lado, está também provado que as pequenas e médias empresas “PME” constituem o eixo fundamental para o desenvolvimento do Município, da Comuna e da Aldeia. Falar de exploração de minas e outros quejandos para a nossa realidade é o mesmo que prometer uma cenoura a um coelho quando, à partida, sabemos que ela (cenoura) se encontra a uma distância inatingível.

Então, façamos o debate tendo em conta a nossa real envolvência e possibilidades, apostando-se nas PME. As PME são, sem sombra de dúvidas, a solução para que a Damba possa desenvolver, criar melhores condições de vida para os seus habitantes, retê-los e fomentar o regresso dos que andam perdidos e condenados ao fracasso nos grandes centros urbanos do país.

A história dos megaprojectos é por demais hilariante para que possa ter adequação e sustentabilidade para a nossa realidade.

O êxodo rural cujo ritmo de crescimento infelizmente continua a galopar nasce, essencialmente, da falta de oportunidades de empregabilidade e do fomento das práticas mais avançadas na agricultura familiar e cooperativista. O papel dos agentes rurais é imprescindível. Estou a recordar-me dos agentes rurais daquele tempo, não me referindo, obviamente, àqueles que para se deslocarem à lavra do camponês exigem contrapartidas desonestas como se a actividade deles não fosse remunerada pelo Estado. Por outro lado, os serviços básicos que caracterizam o chamado Estado Social, devem estar cada vez mais próximos do cidadão para que, no seu habitat, possa resolver tranquilamente os problemas da sua vida.


Eu voltarei mas antes convido-vos a reflectir sobre as seguintes questões:


i. Que políticas se têm desenvolvido, na Damba, para que as pessoas assumam o papel de motores do seu próprio desenvolvimento?


ii. Com que infra-estruturas hoteleiras e de restauração a Damba conta para receber um investidor?


iii. Que apoio técnico e administrativo é fornecido aos pequenos agricultores e criadores por parte das entidades competentes do Estado?


iiii. Estarão os “Mindamba” incentivados a construir na Damba quando os inertes, a pouco menos de uma légua de distância, custam mais caro que em Luanda? Qual é o papel regulador dos órgãos da Administração do Estado?


v. Que retorno o Estado tem recebido dos meios e equipamentos (por exemplo, tractores) que têm estado a distribuir aleatoriamente e que ao invés de cultivarem terras se dedicam a fazer táxi?


vi. Por que razão os “Mindamba” com algum poder financeiro se declinam a investir na sua Terra Natal, contrariamente ao que acontece aos naturais doutros Municípios?


vii. Por que os “Mindamba” não gostam de criar sinergias para formar, por exemplo, uma empresa de capital comunitário?


viii. Apontem-me, para terminar, um único assunto que abordamos nas redes sociais e outros fóruns sobre Damba e que conseguimos levar a bom porto. É como dizia um comentarista desportivo: “A equipa tem um futebol bonito e até diria sexy. Mas é improdutivo, não marca golos. No futebol o que conta são os golos”.

Por analogia, diria: A Damba tem bons falantes com elevada capacidade retórica. Mas infelizmente são improdutivos. A Damba quer actos e não verborreia estéril.

Até já!

Fonte: facebook/ANADAMBA

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