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Portal da Damba e da História do Kongo

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FNLA dá passos para a reconciliação total

Publicado por Muana Damba activado 15 Octubre 2014, 15:21pm

FNLA dá passos  para a reconciliação total

A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), que há muitos anos enfrenta uma profunda crise de decisão e unidade interna, ensaia nos últimos dias modalidades para uma reconciliação absoluta.

Ngola Kabangu, considerado um dos políticos mais influentes da FNLA, disse ao Novo Jornal que quer “urgentemente” superar os constrangimentos para recolocar o partido no seu verdadeiro lugar.

“É um desafio tremendo que requer o empenho de todo o partido, da base ao topo”, reconheceu Ngola Kabangu, lembrando que a FNLA realizou duas reuniões extraordi-nárias, durante as quais analisou todas as vias e mecanismos susceptíveis de conduzir a um encontro genuíno no seio do partido.

“De todos os cenários avançados” - explicou o político - “o diálogo sincero e aberto permitirá definir os mecanismos que conduzirão à preparação de um congresso”.

“Esqueçamos o passado e vivamos a nova página, colocando em primeiro lugar a necessidade imperiosa de materializarmos um congresso aberto, transparente e democrático, cuja preparação será definida através do diálogo entre as duas partes”, apelou.

O partido histórico continua a enfrentar uma profunda crise interna. Os esforços para uma reconciliação têm-se revelado até agora infrutíferos.

“Estamos a revitalizar a FNLA e vou trabalhar com todos para nos reafirmarmos como um partido actuante na vida política de Angola”, afirmou.

“O mais importante é realizar o diálogo para que possamos fazer um congresso democrático”, disse Ngola Kabangu, acreditando que questões de liderança poderão serresolvidas nesse encontro.

Para Ngola Kabangu, o tribunal “errou” ao reconhecer a liderança de Lucas Ngonda, mas acrescentou: “Deixemos o tribunal de lado. Concentremos os nossos esforços na realização de um congresso”.

A figura histórica da FNLA disse não existir um problema pessoal com Lucas Ngonda.

“O conflito que existe não é entre Lucas Ngonda e Ngola Kabangu, pois não tenho, nem nunca tive e espernunca ter qualquer problema pessoal com Lucas Ngonda”, reiterou.

“A FNLA não é um partido satélite, nem nunca será" frisou voltando a sublinhar a necessidade de unificação partidária para que seja forte.

“Temos de mudar a situação e virar a página”, afirmou Ngola Kabangu, notando que é sua intenção “fazer tudo para que o partido se possa reencontrar”, atirando: “Um partido fraco não pode governar”.

Ainda sobre a resolução da crise interna, os seguidores de Lucas Ngonda criaram recentemente um Fórum de Reconciliação da FNLA. O fórum, denominado Reconciliação da FNLA, é integrado por vários militantes do partido, de onde ressalta a presença de um dos filhos do presidente fundador da FNLA, Álvaro Holden Roberto Carlito Roberto.

O que este grupo de militantes pretende é abandonar o modelo de discussão dos problemas da FNLA a partir da perspectiva pessoal e centrar-se em questões objectivasdo partido, diz Carlitos Roberto, um dos filhos mais velhos de Holden Roberto.

O fórum estabeleceu limites temporais para que se resolvam os problemas. Até ao dia 02 do próximo mês, Novembro, os líderes das duas alas devem organizar os seus representantes rumo ao Congresso.

O grupo de militantes quer que, antes de Janeiro de 2015, todos estejam preparados para um único conclave da FNLA.

A desunião da FNLA entre partidários de Kabangu e de Lucas Ngonda data de 1999, quando este último se fez eleger presidente do partido, num congresso reconhecido pelo governo da altura.

Em 2004, um efémero acordo tentou em vão conciliar os irmãos desavindos, pelo que apenas o grupo de Ngola Kabangu foi admitido em 2008 para concorrer àsmeleições, conseguindo eleger três deputados. Como que a compensar a sua falha por ter interditado o grupo de Ngonda de participar com identidade própria no citado sufrágio, o Tribunal Constitucional revalidou no ano passado o acordo de 2004, legitimando Ngonda a herdara presidência deixada pela morte de Holden Roberto, em 2007.

O renhido conflito está a arruinar as parcas sobras de credibilidade política deste partido histórico, um dos três signatários dos acordos da descolonização do país do jugo colonial em 1975.

Via N.J

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