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Portal da Damba e da História do Kongo

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Investidores para o Uíge

Publicado por Muana Damba activado 2 Junio 2014, 20:20pm

Etiquetas: #Notícias do Uíge

Angola dá passos firmes para assegurar o crescimento de uma classe empresarial que gradualmente vai ocupar o espaço que lhe é devido numa economia de mercado. Já existem todas as condições financeiras e institucionais mas estão a ser aceleradas para os empreendedores tomarem as rédeas de uma área onde têm uma importante palavra a dizer.

Precisamos de iniciativas que complementem activamente o papel do Estado na economia. Em Angola o Estado Social é cada vez mais forte e os investimentos públicos nas políticas sociais são evidentes. A política do Executivo é fortalecer ainda mais o sector público. Mas ao mesmo tempo Angola precisa de um sector privado com músculo financeiro e capacidade de gestão. Este é o momento dos nossos empresários mostrarem quanto valem.


O Estado Social só faz sentido quando o sector privado tem capacidade para gerar postos de trabalho e criar riqueza. Estas são as regras do jogo que assumimos em 1992 e que hoje dominamos integralmente. Angola não quer um Estado mínimo. Pelo contrário. O Executivo já deu provas de que continua a apostar forte numa Administração Pública qualificada e eficiente, no ensino público, no sistema nacional de saúde, nas prestações sociais. O neo-liberalismo sem regras nem limites está fora de qualquer hipótese, até porque é contrário ao programa de Governo que o MPLA apresentou aos eleitores e foi sufragado por uma maioria qualificada.


O Estado é e ainda vai continuar a ser o maior investidor em Angola, adoptando medidas que promovem o emprego, o bem-estar das famílias e o desenvolvimento sustentável da economia. Para o Executivo, os angolanos podem ser ainda pobres, mas não são números. E as suas políticas visam tornar Angola mais rica, nunca empobrecer o país e regressar ao tempo do trabalho escravo e sem direitos.


O partido que apoia o Executivo combateu durante décadas para acabar com esse quadro que prevaleceu durante séculos de ocupação. Por isso estamos na economia de mercado, mas as riquezas nacionais estão nas mãos dos angolanos, ainda que custe a muita gente, termos empresários com músculo financeiro para investir e lançar projectos empresariais nos chamados países desenvolvidos. Quantos mais angolanos triunfarem no mundo dos negócios, melhor para Angola e para os cidadãos que ainda vivem na pobreza. Melhores dias estão a chegar, pela acção do empresaria nacional.Os empresários nacionais têm nas províncias as melhores oportunidades de negócios.
Os Governos Provinciais empreendem esforços no sentido de garantir serviços sociais básicos às famílias e na reabilitação das infra-estruturas. Nas províncias estão a ser criados milhares de empregos para os jovens. Com o desenvolvimento do sector privado da economia, as províncias vão gerar receitas próprias e assim reduzir o peso do Estado. É bom que os investidores privados continuem a ocupar o lugar que lhes pertence por direito mas também por dever. Eles são imprescindíveis ao sistema.


Durante a sua visita à província do Uíge, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, voltou a desafiar os investidores privados a apostarem nas economias provinciais, em substituição gradual do financiamento público. “É preciso desenvolver esforços para que a província seja capaz de gerar receitas para ajudar a financiar o seu plano de desenvolvimento”, disse o Presidente José Eduardo dos Santos.


Seis anos depois da última visita ao Uíge, o Presidente da República testemunhou mudanças significativas na província, facto que demonstra o empenho e trabalho do governador provincial Paulo Pombolo e na equipa que empenhadamente dirige. As autoridades da província pretendem relançar a cultura do café, para a população sair da agricultura de subsistência. Paulo Pombolo reconhece que “o Executivo tem trabalhado, desde 2010, na captação de investidores e a mobilização de recursos financeiros para o sector do café, através de feiras agro-pecuárias ou de fóruns de oportunidades de negócios, em que participam vários operadores económicos, provenientes de outras províncias e de países estrangeiros”.


No Uíge, o Presidente da República defendeu o aperfeiçoamento do plano proposto pelo governo da província em alguns pontos, especialmente no que se refere às fontes de financiamento, na perspectiva de reduzir o peso do financiamento público, suportado em larga escala pelas receitas do petróleo.


O repto lançado pelo Chefe de Estado vai merecer uma resposta positiva dos empresários e investidores privados. Através dos investimentos públicos, o Estado está a erguer centralidades em várias províncias, uma realidade que devia incentivar o sector privado a fornecer serviços complementares. Está a ganhar corpo em todo o país o aumento de serviços como o fornecimento de água, de luz e melhoria das infra-estruturas. Toda esta realidade serve como incentivo a quem pretende investir na geração de empregos e criação de riqueza.

Via Jornal de Angola

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