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Portal da Damba e da História do Kongo

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Cidade do Uíge completa 97 anos de existência a pensar na revitalização da economia

Publicado por Muana Damba activado 25 Junio 2014, 20:32pm

Etiquetas: #Notícias do Uíge

 

Por Nelson Muanauta

 

 
 
Uíge - A cidade do Uíge, outrora designada "Vila Carmona", actual sede capital da província com o mesmo nome, completa no próximo dia 01 de Julho 97 anos de existência, desde que foi elevada à essa categoria, pelo capitão Manuel José Pereira e Alferes Tomaz Berberan, através da portaria nº 15 444 de 01/07/1945, a pensar na revitalização da sua economia, rumo ao seu desenvolvimento.
 

Vista parcial da cidade do Uíge. Foto: Pedro Parente

 

O nome da cidade do Uíge tem a sua origem na designação do rio Uíge e quando também os portugueses chegaram à Carmona lhes foram  desejadas mensagens de boas-vindas na língua materna kikongo “wiza-kiambote”.

 

Há ainda algumas fontes que sustentam que o nome Uíge deriva de uma expressão da língua kikongo que os antepassados expressaram aquando da chegada dos portugueses “wizidi”, que significa “chegada”.

 

Em 1955, a vila de Carmona passou a designar-se Vila Marechal Carmona, em honra ao antigo presidente português Óscar Carmona.

 

Na província do Uíge existem muitos locais de interesse histórico para serem visitados, entre eles se destacam as grutas do Nzenzo, eleitas nas 7 maravilhas de Angola a lagoa do feitiço e as pedras de Kabari.

 

Ao longo dos 97 anos da sua existência, a cidade do Uíge conheceu vários períodos de transformação, em grande parte pela culpa do conflito armado que assolou o país,  quase 30 anos, o que provocou a destruição da maior parte das suas infra-estruturas sociais, económicas e produtivas.

 

Durante este período, a cidade viu destruído todo o seu parque industrial, nomeadamente a fábrica de refrigerante “Dusol”, a de vinho "Cifal" e a de calçados, entre outras que dinamizavam a então actividade económica da região.

 

Passados 97 anos desde a sua ascensão a categoria de cidade, embora caminhando a passos lentos, nos últimos 12 anos de paz que se vive no país, a cidade, com perto de 80 mil habitantes, tem estado a marchar rumo ao seu progresso, fruto de alguma dinâmica que tem sido imprimida pelo Governo provincial e com o apoio do Executivo e outros filhos da terra que pretendem ver sanadas as feridas da guerra.

 

Como exemplo desta dinâmica, a cidade viu reabilitada parte das suas principais estradas, com a restauração de cerca de 25 quilómetros das suas ruas, lancis, jardins e vários empreendimentos económicos e sociais, entre os quais se destaca o sistema de iluminação pública e domiciliar, assim como o surgimento de novos estabelecimentos de ensino e hospitalares.

 

A cidade conta desde Maio deste ano, com um novo Aeroporto, designado agora ”Manuel Quarta Punza”, um nacionalista da região,  inaugurado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e que vai permitir a aterragem de aviões de pequena e grande porte.

 

A pista sofreu uma ampliação de 500 metros, passando de mil e 800 para dois mil e 300 metros de comprimento e alargou-se as bermas de sete metros e meio de cada lado, perfazendo uma pista com 45 metros de largura.

 

O Aeroporto do Uíge conta agora com um terminal com quatro mil 600 metros quadrados, uma torre de controlo totalmente reabilitada e possui equipamentos modernos de apoio à navegação aérea.

 

O novo aeroporto comporta uma sala protocolar, uma sala VIP, novos espaços comerciais, entre lojas e restaurante.

 

A infra-estrutura tem agora uma balizagem luminosa, patins e mangas de vento, bem como uma placa que deverá comportar aeronaves do tipo Boieng 737-700.

 

As obras de remodelação e ampliação do Aeroporto do Uige começaram em 2009, mas conheceram algumas paralisações, devido as adaptações que se foram efectuando, tendo em conta as exigências do momento.

 

Um reservatório com capacidade de armazenar 250 metros cúbicos de gasóleo, 300 de gasolina e 450 de gás butano, foi construído pela Sonangol nos arredores da cidade do Uíge, em 2008, com o propósito de suprir a carência destes produtos.

 

No domínio da hotelaria e turismo, a cidade ganhou novas unidades hoteleiras, nomeadamente o Grande Hotel do Uíge, o Hotel Salala, Bago Vermelho e a residencial Cuilo, o hotel Kibo, assim como outros em construção e que aguardam a sua inauguração dentro em breve.

 

Foram construídos também vários estabelecimentos de ensino, com realce para os institutos médios de gestão, politécnico e um outro de gestão, a Universidade Kimpa Vita, assim como outras infraestruturas escolares de diferentes níveis de ensino, visando inserir mais crianças no sistema normal de ensino.

 

O programa “Cimento e Tinta", implementado pelo Governo provincial, permitiu em 2010 melhorar a imagem das residências e edifícios localizados ao longo das principais ruas da cidade, de forma a apagar as marcas herdadas do terminado conflito armado,  em 2002,  e consequentemente, mudar a imagem da urbe.

 

Na cidade estão instaladas as agências dos bancos de Poupança e Crédito (BPC), Internacional de Crédito (BIC), Fomento de Angola (BFA), Africano de Investimento (BAI), Sol, Banco Comercial Angolano (BCA), Espirito Santo Angola (BESA), Banco Privado Altântico e o Banco de Comércio e Indústria (BCI), todas elas engajadas em imprimirem e impulsionarem o desenvolvimento económico da região, cedendo créditos e outros serviços aos agentes económicos e aos funcionários públicos.

 

No domínio habitacional, a cidade vai ganhar até o final do próximo ano 4.500 residências com a conclusão das obras de  construção da centralidade do Quilomoço, onde 1.010 moradias já se encontram concluídas, entre apartamentos e residências. A conclusão da referida centralidade visa mitigar o défice habitacional que se regista na cidade, uma vez que muitos jovens vão ganhar a casa própria.

 

Quanto ao abastecimento de energia eléctrica e água, a cidade e arredores, registaram, nos últimos dois anos, melhorias no seu fornecimento, com o transporte da linha da Barragem de Kapanda para a província até ao município de Maquela do Zombo, assim como a construção em 2008 de um novo sistema de captação, tratamento e distribuição de água do rio Loé, através do financiamento do Exibank da China, que abastece os citadinos, evitando assim percorrer  longas distâncias como acontecia antes.

 

As insuficiências no fornecimento de energia eléctrica e de água canalizada até aqui vividas são normalmente apontadas como os principais empecilhos para os ambiciosos programas de recuperação de algumas indústrias, sobretudo localizadas na chamada "rua industrial", um problema que poderá ser minoardo com conclusão da obra em curso.

 

No domínio académico, a cidade do Uíge alberga a sede da Universidade Kimpa Vita, inserida na sétima região academica, que também engloba a provincia do Cuanza Norte, onde são ministrados os cursos de Direito, Ciências de Enfermagem, Agrárias, Informática, Contabilidade e Gestão, assim como o Instituto de Ciências da Educação (ISCED).

 

Via Angop

 

 

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